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Ministro da Educação dá explicações à Comissão sobre as falhas ocorridas no Enem

Abraham Weintraub afirma que Exame foi alvo de “chuva de fake news”

Por Gustavo Martins

Nesta terça-feira (11), o ministro da Educação foi convidado pela Comissão de Educação (CE) para explicar o problema ocorrido com as correções e divulgação das notas do último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizado em 2019. Weintraub aproveitou para se justificar porquê de não ter se pronunciado sobre os ocorridos, afirmando que “em respeito à Justiça, que estava avaliando o que houve”. 

Aos senadores, afirmou que o erro se deu na gráfica na hora de impressão, reafirmando que os mesmos erros poderiam ter acontecidos em outras edições da prova. “Não dá para afirmar [sobre ter acontecido o mesmo erro no passado] nem que sim, nem que não, mas esse tipo de processo pode ter acontecido no passado”, disse o ministro.

Os erros vieram à tona por meio da interação dos internautas logo após a divulgação dos resultados do Exame. Segundo o ministro, os erros foram corrigidos assim que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficou em alerta. Porém, Weintraub aproveitou para deixar sua reclamação aos senadores, assegurando que a divulgação dos resultados do ENEM este ano foi alvo do que chamou de “chuva de fake news” e completou dizendo que “militantes, que se faziam passar por um aluno, entravam colocando terror na rede, e a gente descartava”.

De acordo com o ministro, 5,1 mil estudantes, excluindo os treineiros, foram atingidos. “Estatisticamente o impacto foi irrelevante, mesmo assim o MEC entrou com um processo administrativo contra a gráfica.” Abraham Weintraub acrescentou que já foi aberto novo processo de licitação para a contratação de uma nova gráfica para a realização do exame de 2020.

 

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