Notícia

“UEG não será, de maneira alguma, apêndice de partido político”, garante Caiado

Governador sancionou a Reforma Administrativa da Universidade, aprovada na Assembleia, e ressaltou que investimentos serão mantidos e bem aplicados para melhorar a qualidade de ensino da instituição

Reorganização e enxugamento estrutural com a criação de oito campi, um em cada região do Estado, e de 5 Institutos Acadêmicos; maior rigor na abertura de novos cursos; estrutura mais enxuta dos Conselhos Superiores (CSU); resgate das atribuições institucionais legais de gestão na Reitoria; valorização do profissional e da pesquisa na Universidade, com a remuneração do Coordenador de Programa Stricto Sensu. Estes são alguns dos pontos que compõem a Reforma Administra da Universidade Estadual de Goiás (UEG), sancionada nesta sexta-feira (17/01) pelo governador Ronaldo Caiado.

Em coletiva no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, ao lado do secretário de Desenvolvimento e Inovação, Adriano da Rocha Lima, e do reitor da universidade, Rafael Santana, o governador esmiuçou as diretrizes, ao sancionar a lei que promove a reestruturação da administração geral da UEG, e aprovar o anexo do Estatuto da UEG, que contempla integralmente a reforma.

“Tenho certeza absoluta de que o povo goiano vai sentir a diferença a partir de agora”, assegurou o governador, após acompanhar a apresentação conduzida por Rafael Santana. “O que vimos aqui é afrontoso, uma série de aberrações que desmoralizava o que se deve esperar de uma universidade. A UEG era tratada de maneira inconsequente, mais como palanque político do que como uma referência pedagógica para os estudantes do Estado de Goiás. É de causar espanto como essa situação perdurou por tantos anos”, lamentou o governador.

Caiado também se disse espantado com o fato da ilegalidade ter sido acolhida por tantos anos, justamente por aqueles que deveriam primar pela ética. “O lema na antiga UEG era ‘É ilegal, mas é virtuoso’. A que ponto nós chegamos?”, indignou-se. A instituição chegou a ter dois ex-reitores condenados criminalmente e um afastado por desvio de verbas federais.

MUDANÇAS

Segundo Adriano da Rocha Lima, as mudanças foram estudadas durante “um ano de trabalho bastante árduo, de todas as pessoas que compõem a UEG e que quiseram ver a universidade recuperada”. Ele ressaltou que, ao longo de 10 anos, houve várias tentativas de se fazer as reformas necessárias. “No entanto, elas nunca iam adiante, pois se pensava mais no benefício pessoal ou no interesse político de determinada região em detrimento daquilo que era melhor para a universidade”, pontuou.

A Reforma Administrativa retifica o cenário com inúmeras distorções, encontrado quando a nova gestão assumiu. Antes, havia 41 campi, todos com mesmo poder decisório no CSU, independentemente da quantidade de alunos . “É algo absurdo, se levarmos em conta que a USP, uma das mais importantes universidades do País, tem dez”, exemplificou o reitor Rafael Santana.

Além disso, as discussões giravam em torno de autopreservação, e não de qualidade de ensino, além do preponderante clima de terrorismo político. “A UEG não era uma universidade unificada, era um aglomerado de faculdades dispersas, brigando umas com as outras”, completou. Com a reordenação, a UEG passa a ter 8 novos Campi, um em cada região do Estado: Campus Metropolitano, Central, Norte, Nordeste, Cora Coralina, Leste, Sudoeste e Sudeste. Não há fechamento de nenhum campus/unidade universitária. Os coordenadores se reportam ao Reitor, ao passo que os Coordenadores Locais se reportam ao seu respectivo Campus. Campus e Unidades Universitárias passam a tratar questões de gestão regional.

BALANÇO

Na ocasião, foi apresentado também o balanço das ações no último trimestre do ano passado. Entre outras coisas, a gestão da UEG assegurou a realização do Vestibular 2020/1. O certame corria risco de não ocorrer, pois o Conselho Superior, CSU, se negava a convocá-lo, utilizando o processo seletivo para atender a interesses próprios. A atual gestão também restaurou a normalidade acadêmica, garantindo ao final do ano a colação de grau a todos os alunos que estavam aptos.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Related Articles

Close