Terça, 21 de Setembro de 2021
21 de Setembro de 2021
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Acordo do MDB com Caiado será anunciado logo após a alta de Iris

Com respaldo da maioria das bases do partido – prefeitos, vereadores, parlamentares e integrantes do diretório estadual, diretórios municipais e comissões provisórias – , o presidente Daniel Vilela acertou para setembro, logo após a recuperação do ex-prefeito, a formalização da aliança

A aliança entre o MDB e o DEM em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado e com um emedebista na vice deve ser antecipada, conforme apurou a reportagem do Diário de Aparecida. O anúncio estava programado para o próximo dia 10 de setembro, mas pode ser adiado por alguns dias até a plena recuperação do ex-prefeito Iris Rezende, um dos avalistas do acordo.

A expectativa do comando do MDB e do Palácio das Esmeraldas é de que, nas próximas semanas, Iris Rezende já esteja plenamente recuperado do acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu e retorne às suas atividades políticas em seu escritório, em Goiânia. Desde o ano passado, Iris prega a aliança do MDB com o DEM, em favor da reeleição do governador.

Daniel Vilela tem em mãos levantamento que indica total respaldo das bases do MDB à aliança com o DEM e a recondução de Caiado a mais um mandato. 90% dos prefeitos, vereadores, parlamentares e integrantes do diretório estadual, presidentes de diretórios municipais e comissões provisórias querem o acordo com o DEM caiadista.

A antecipação do anúncio do acordo, provavelmente ainda em setembro, é consequência do manifesto dos 27 prefeitos emedebistas, defendendo o apoio a Caiado. A confirmação da aliança consolida as parcerias administrativas que os gestores municipais e o governo estadual realizam com o anúncio de obras. Os entendimentos avançaram nos últimos dias, com a troca de elogios entre o governador e o ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, durante homenagem ao ex-prefeito e ex-governador Maguito Vilela, pai de Daniel, em Aruanã e em Itapaci.

Desde janeiro último, Daniel Vilela tem dito que não pretende concorrer novamente ao governo de Goiás, revelando sua posição de que o MDB não deve lançar candidato próprio. O dirigente sinaliza, assim, preferência pela coligação do partido com o DEM caiadista. A posição de Daniel pró-aliança com Caiado tornou-se mais nítida a partir da internação e morte de seu pai, Maguito Vilela, quando se aproximou do governador.

O primeiro gesto de Daniel Vilela foi retirar o MDB do bloco de partidos que faz oposição ao Governo Caiado. Nas tratativas com o Palácio das Esmeraldas, o MDB é cogitado para lançar candidato a vice-governador ou a senador e os nomes citados são os de Daniel Vilela (vice), Iris Rezende e Luiz do Carmo (senador).

Quem acompanha a cena política de Goiás percebe que os gestos de Ronaldo Caiado, sempre homenageando Maguito Vilela, são um sinal claro de que DEM e MDB estão próximos de confirmar a aliança às eleições de 2022.

“De forma suprapartidária, o senhor tem beneficiado, colaborado e contribuído com todos os municípios do nosso Estado. Fica aqui o nosso reconhecimento ao senhor e ao mesmo tempo nosso reconhecimento ao governo”, disse Daniel Vilela se dirigindo a Ronaldo Caiado, em Aruanã, no último dia 5 de julho, uma segunda-feira. “O que se busca na vida? Exatamente entregar para que cada passo que a gente constrói seja sucedido por pessoas que sejam competentes, qualificadas e cada vez mais possam melhorar a vida da população do Estado de Goiás”, afirmou o governador. Também houve troca de elogios em evento em Itapaci.

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela estão prestes a fechar um acordo político – numa aliança parecida com a de 2014, com posições, na chapa majoritária, invertidas. Na eleição daquele ano, Ronaldo Caiado disputou mandato de senador, sendo eleito, e apoiou Iris Rezende, do MDB, para governador.

Com o oferecimento da vice para o MDB, Caiado poderá acertar com o PSD de Henrique Meirelles ou o Republicanos de João Campos a candidatura ao Senado da República. Corre por fora o Progressistas de Alexandre Baldy. Um grupo minoritário do MDB, integrado pelo prefeito Gustavo Mendanha, o deputado estadual Paulo Cezar Martins e o ex-deputado federal Sandro Mabel, insiste com a proposta de candidatura própria ao governo de Goiás. Entretanto, a maioria esmagadora dos quadros emedebistas rejeita a candidatura própria. Afinal, o partido perdeu seis eleições sucessivas para governador em Goiás desde 1998.

 

Daniel: “Nunca deixamos de dialogar sobre os rumos do partido para 2022”

Além de presidir o segundo maior partido em atividade em Goiás, Daniel Vilela assumiu para si a responsabilidade de tocar a fazenda da família em Jataí após a morte do pai, Maguito Vilela. Durante bate-papo com o Portal 6, o presidente do MDB de Goiás, Daniel Vilela, reafirmou, na última quinta-feira, 12, que foi um acerto ter desembarcado da gestão Rogério Cruz (Republicanos), a quem chamou de “fantoche de algumas pessoas que nem de Goiânia são”.

A recente aproximação com o governador Ronaldo Caiado (DEM) é defendida por ele com tranquilidade. “O MDB nunca deixou de dialogar”, justificou. Daniel vê com entusiasmo o fato de o partido ter tantas lideranças jovens. Citou Márcio Corrêa, terceiro colocado na disputa pela Prefeitura de Anápolis em 2020, como exemplo, e quer que ele seja candidato a deputado federal.

O médico anapolino Pedro Paulo Canedo é outro com potencial, na avaliação dele. Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida reeleito com quase 100% dos votos em primeiro turno, não esconde que quer ser candidato ao governo de Goiás. Daniel também falou sobre isso: “[Ele] é uma liderança incontestável do MDB”, reconheceu. Mas também ponderou que a discussão sobre candidatura própria ou aliança com o atual governador ainda precisa ser amadurecida.

Datas como a do Dia dos Pais ainda são difíceis para Daniel. O momento vivido por Iris Rezende, atualmente internado para se recuperar de um AVC, também mexe com o semblante do ex-deputado.

 

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