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Amma alerta para os riscos da retirada da casca de Jatobás

Árvores dessa espécies têm sido vítimas de pessoas que as utilizam para fins medicinais, o que acaba gerando doenças a elas e resultando até em morte

A Diretoria de Parques e Unidades de Conservação da Amma acionou todos os supervisores dos 42 parques para que aumentem a atenção em relação às árvores que vêm sendo danificadas ao terem a sua casca retirada para fins medicinais. Jatobás tem sido a espécie vítima dessa ação.

“A retirada indevida da casca ocasiona a morte da árvore,” diz o gerente de Arborização Urbana, engenheiro florestal Rodrigo Carlos, ressaltando que “a casca possui um fator primordial para condução nutrientes”. Ele aponta que, “quando ocorre o anelamento no tronco, isso gera impedimento de transporte de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da árvore e consequentemente a morte dela”, observando também que “há ainda o fator patológico, o que torna a árvore suscetível de ataques de fungos e insetos.”

No Parque Vale dos Sonhos, por exemplo, um jatobazeiro de aproximadamente 40 anos foi vítima dessa ação de retirada de casca. Nem mesmo uma placa colocada (inconvenientemente, pois houve uso de prego) por alguém na árvore com frase “dita” pela espécie (“Não sejam covardes parem de mim matar”) conseguiu salvar o jatobazeiro.

Diante dessa situação, o diretor de Parques e Unidades de Preservação, João Rodrigues, acionou todos os supervisores dos parques no sentido de aumentem a vigilância nesses espaços e assim impeçam esse tipo crime ambiental.

“Essa ação de retirada da casca dos jatobazeiros é preocupante”, pontua Rodrigues, observando que “no Parque Botafogo, também existe uma espécie correndo risco de queda por estar sem parte de sua casca.”

O diretor salienta ainda que “as pessoas têm todo o direito de buscar remédio para seus problemas de saúde, só que não têm o direito de fazer isso com árvores dos parques, que estão lá para gerar benefícios ambientais a toda a comunidade e que, mortas, esses benefícios acabam.” Ele também fala de um problema muito sério que as pessoas praticantes desse tipo de crime podem enfrentar, que é uma multa, cujo valor inicial é de R$ 5 mil.

Gustavo Martins

Estagiário supervisionado pelo editor Jorge Borges

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