Sábado, 24 de Julho de 2021
24 de Julho de 2021
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Aparecida registra alta da média móvel de casos e de óbitos em decorrência da doença

Índice teve aumento superior a 15% e representa tendência de crescimento na curva

A média móvel de novos casos em Aparecida de Goiânia volta a ter tendência de crescimento após estabilidade no mês de abril. Segundo cálculos feitos pelo blog Mais Goiás a partir do acompanhamento diário dos boletins epidemiológicos do município, a variação do índice foi superior a 15% em relação à indicação de 14 dias atrás.
Aparecida registrou 164 novos casos da infecção nas últimas 24 horas e está com a média móvel de casos em 196,14 confirmações diárias da doença. Apesar do decréscimo em relação ao dia anterior, a curva apresenta tendência de crescimento no município.
A média móvel de óbitos continua estável na cidade e está em 8,5 mortes diárias. Nas últimas 24 horas, Aparecida registrou nove mortes por complicações da doença. Ao Mais Goiás, o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, afirmou que o número de óbitos diários deve cair a partir da segunda quinzena deste mês, mas até agora a curva de média móvel de óbitos não apresentou tendência de queda.
O município registra 1.076 mortes por complicações da infecção até agora. Apenas neste mês, 144 pessoas perderam a vida na luta contra a Covid-19 em Aparecida. O mês de março foi o período mais mortífero da pandemia na cidade, com 239 mortes. O secretário de Saúde do município alega que o mês de abril não vai repetir a marca do último mês.
A pandemia se agravou em março. Conforme noticiado pelo Diário de Aparecida, a média diária de mortes chegou a 8,3, e não é por acaso. O município registrou 239 óbitos em decorrência da Covid-19 neste período. Foi quase metade do total de 546 óbitos registrados no mês de março no município. Cenas de aglomerações na cidade são cada vez mais comuns, ao passo que pontos comerciais aparecidenses e feiras livres funcionam livremente.
Aparecida tem a maior taxa de incidência do novo coronavírus dentre os municípios com mais de 100 mil habitantes em Goiás, com aumento também no número diário de mortes (de duas por dia em dezembro para oito por dia em março), enquanto o sistema de saúde municipal esteve praticamente colapsado em quase todo mês passado, sem disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou até mesmo de enfermaria para atender os pacientes.

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