Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Caiado anuncia reajuste salarial para servidores da Educação e projeta concurso público

Aumento divulgado ontem começa a valer em outubro e será de 4,52% para professores P1, P2, de quadro transitório e de contrato temporário. Já os P3, P4 e administrativos recebem 7,20% a mais no contracheque

O governador Ronaldo Caiado anunciou ontem, 17, reajuste salarial entre 4,52% e 7,20% para servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a partir de outubro, e projetou realização de concurso público até o fim de 2022. Também divulgou detalhes sobre o auxílio-aprimoramento, um benefício de R$ 500 que será destinado aos profissionais para custeio de despesas com estudos, além de aquisição de notebooks para todos os professores.
As novidades foram apresentadas durante entrevista ao programa Café com CBN, da CBN Goiânia, que também contou com a participação da secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli. A pauta principal foi a gestão do Estado no setor em meio à pandemia de Covid-19, desde março de 2020. “Vamos fazer o reajuste, após o resgate das progressões. As pessoas nunca imaginaram que veriam algo como agora”, disse o governador.
De acordo com a secretária, a partir de outubro, o governo de Goiás vai conceder um reajuste para todos os professores P1, P2, de quadro transitório e professores de contrato temporário, no valor de 4,52%. “Tudo isso baseado no nosso Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2021. Por que esses profissionais? Porque eles foram beneficiados com o piso enquanto outros não foram”, esclareceu.
Sobre os demais servidores (professores P3, P4 e administrativos), Fátima Gavioli também confirmou que haverá aumento no salário. “Para eles, o governo conseguiu chegar a 7,20% de reajuste. Estou falando aqui de um investimento de R$ 160 milhões”, frisou ela.
Caiado falou sobre passivos herdados de gestões anteriores. “Se todos nós somos obrigados a investir 25% na educação por lei, onde o dinheiro foi parar?”, pergunta. “Se pago R$ 767 milhões em dívidas e invisto mais de R$ 1 bilhão na educação, onde estava esse dinheiro nos anos anteriores?”, indaga. Ele citou escolas com “teto caindo, cozinha e pratos sujos, banheiros nojentos.”
O governador afirmou que, “graças a Deus, este é um governo transparente, honesto, que não está em capa de jornais por negociatas”. Segundo observa, “quando a gestão tem espírito público, o Estado alavanca. Não pode Goiás ser vilipendiado da maneira que foi.”

Concurso
Ao responder sobre a possibilidade de realização de concurso para a educação, Caiado e Gavioli afirmaram que o certame está nos planos da gestão até o fim de 2022, e que há uma resposta positiva para a análise de viabilidade.
“O governador esteve reunido com a equipe econômica, solicitou estudos sobre aposentadorias e óbitos para não existir interferência no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e foi dado o ok para submeter”, disse a secretária. “Não ficará uma só pendência do governador com o povo da educação. Não tenho como ser precisa com datas e quantidade de vagas, mas teremos [o concurso]”, reforçou.
Caiado relembrou o início da gestão, em 2019, quando, após dez anos, foi o primeiro a nomear professores concursados. “Tive que acolher também 100 delegados da Polícia Civil e mais 500 profissionais da Polícia Penal. Concurso era feito, mas ninguém tomava posse”, enfatizou.

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