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Caiado impede especulação imobiliária e amplia Daia em 45%

Gestão de Zé Eliton queria vender área em Anápolis, mas denúncia fez com que o então senador agisse rápido; terreno vai potencializar unidade de riquezas do Estado

O Governo de Goiás divulgou recentemente a transferência de área de 87 alqueires, que pertencia à Plataforma Logística Multimodal de Anápolis, para a expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A área por pouco deixaria de ser utilizada para atender interesse público tem toda rede de energia, água e asfalto.

Pessoas ligadas ao governo esclarecem que, muitas vezes o cidadão não compreende o que se passa nos bastidores da política e da gestão pública, mas um movimento pode ser essencial para garantir direitos e benefícios.

O caso mais emblemático tem sido o debate em torno do aumento de 45% da área do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que tornou-se um dos principais centros de riqueza de Goiás nas últimas décadas. O problema do Daia sempre foi crescer para onde, já que não tinha mais espaço. Filas e filas de empreendedores aguardavam para participar do distrito.

Nos bastidores, isso só ocorreu por um motivo: o atual diretor administrativo da Codego, Carlos Toledo, foi informado que o Governo de Goiás, durante a gestão de Marconi Perillo/José Eliton, venderia a área para a iniciativa privada. Em ano eleitoral, com necessidade de recursos, estava decidida a realização de um leilão da área.

O fato é que a área chegou a ir a leilão, em setembro de 2018, um mês da realização das eleições, mas chamado a socorrer os empreendedores do Daia, o então senador Ronaldo Caiado garantiu: se eleito, não aceitaria a venda e buscaria anulá-la na Justiça.

Especulação Imobiliária

“A gente impediu que fosse feita a especulação imobiliária, Agora essa mesma área vai servir para gerar empregos e investimentos porque o leilão não ocorreu”, explica Carlos Toledo.

Localizada ao lado da BR-153/060, a área conta com o aeroporto de cargas de Anápolis e o Porto Seco, que está interligado ao Porto de Santos via ramal da Ferrovia Centro Atlântica. É também o marco zero da ferrovia Norte-Sul no Centro-Oeste.

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