Sábado, 24 de Julho de 2021
24 de Julho de 2021
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Camila Rosa fala dos desafios e conquistas nesses 120 dias como vereadora

Ao DA, ela relatou projetos ousados que pareciam aguardar a chegada de mulheres na Câmara Municipal de Aparecida para entrar em pauta

Camila Rosa (PSD) completa 120 dias do seu primeiro mandato como vereadora em Aparecida. Ao Diário de Aparecida, ela disse ser grande a cobrança de quem se dispõe a trabalhar pela população. Camila Rosa e Valéria Pettersen marcaram a história da legislatura da cidade ao se elegerem vereadoras no pleito passado. Juntas, faziam frente às pautas que contemplam as aparecidenses. Semana passada, Valéria Pettersen (MDB) atendeu ao convite do prefeito da Capital, Rogério Cruz, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais em Goiânia. Contudo, Camila segue com a representatividade no Legislativo.

Feiras liberadas
Segundo a parlamentar, o projeto que pede para que as feiras livres sejam reconhecidas como atividades essenciais deveria ser um dos primeiros apresentados pela razão de ela ter vindo das feiras. A partir dos 8 anos de idade, Camila trabalhou na feira com seus pais e se casou com um profissional do ramo. “As feiras são minhas raízes. No início da pandemia, os feirantes sofreram por não poderem trabalhar. Mas, nesta segunda onda da pandemia, eu, já dentro da Casa, com o apoio do nosso presidente, o vereador André Fortaleza, e os nobres pares, foi possível o rápido retorno das atividades dos feirantes”, falou.
O Diário Oficial Eletrônico divulgou na tarde desta segunda-feira, 19, a alteração do artigo 9º da Portaria nº 022/2021-GAB/SMS, com a autorização do exercício da atividade de comércio, de domingo a sábado, em feiras livres e especiais em Aparecida, desde que respeitados os critérios de prevenção da contaminação e disseminação do novo coronavírus.

Menstruação Sem Tabu
Apesar de ser um processo natural do corpo, a menstruação ainda é um tabu. A PL 016/21, Menstruação Sem Tabu, foi apresentada este ano por Camila Rosa, que se surpreendeu com a aprovação unânime dos pares, em 10 de março de 2021. O projeto consiste em amenizar traumas vividos, principalmente por mulheres em situação de rua, que não têm condições de comprar absorventes para prover sua higiene pessoal. Também inclui adolescentes sob regime de semiliberdade ou de internação nas unidades de abrigo e proteção social, e ainda mulheres que sofrem violência doméstica e que não têm independência financeira, e adolescentes e mulheres acolhidas em situação de rua, familiar de extrema pobreza e outras vulnerabilidades. Camila Rosa pediu, no projeto, que a universalização e distribuição de absorventes passe a ser lei, e que sejam incluídos como componente obrigatório das cestas básicas no município.

Lotes baldios podem ser transformados em fonte de renda para famílias carentes

Em 2018, Camila Rosa ajudou a fundar e a presidir a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Aparecida de Goiânia (Coomag). A instituição fazia a entrega de alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que cumpre a Lei nº 11.947, de 16/6/2009, que diz que 30% da compra da alimentação escolar deve ser adquirida da agricultura familiar, a fim de descentralizar as rendas e fortalecer a agricultura nos municípios.
A parlamentar apresentou na Câmara projeto que transforma os quase 90 mil lotes baldios em Aparecida em espaços para o cultivo da agricultura familiar. Camila propõe que as famílias desprovidas de renda passem a plantar para a Coomag, e tenham a chance de ter seus trabalhos e renda garantidos pela cooperativa. E o projeto ainda irá ajudar a amenizar os perigos de segurança e limpeza urbana por meio dos cultivos nos lotes.
“Por mais que Aparecida seja industrial e universitária, temos uma ponta de agricultura, principalmente familiar. Conhecendo a realidade social do município, antes de ser vereadora, eu formalizava contratos entre o dono de lotes baldios para que famílias que não tinham trabalho e renda, que eu conhecia, pudessem trabalhar o cultivo de hortas naquele lote. A Coomag ensinava a pessoa a semear, cultivar e colher e garantia a compra dos alimentos daquela família. Pudemos contribuir com muitas famílias que, por vezes, não tinham o que comer”, relembrou. (A.P.A.)

Patrulha Guardiã da Mulher

O “Patrulha Guardiã da Mulher”, que figura a proteção da mulher, poderá ser instituído por meio da integração da Guarda Civil Municipal (GCM). Camila destacou que o projeto já passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tão logo entrará em pauta para votação na Câmara.
“O projeto é um desejo da GCM, que já tinha diálogos avançados com o Judiciário, porém faltava apoio político. Os líderes da Guarda de Aparecida decidiram o nome do projeto e agora entendem que, com a vereadora mulher na Casa de Leis, é propício para a ideia sair do papel. Acredito que em poucos dias podemos ter boas surpresas com a instituição da Patrulha Guardiã da Mulher dentro da GCM. Estou disposta a buscar emendas parlamentares junto com os pares para investimento neste importante programa social”, dispôs. (A.P.A.)

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