Terça, 02 de Março de 2021
02 de Março de 2021

Codego rompe contrato de shopping e alerta para denuncismo falso do deputado Teófilo

De acordo com a Companhia, parlamentar tem interesse em desconstruir o governador Ronaldo Caiado, após ter sido afastado da base aliada por traição perante os demais deputados

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) alega que denuncismo do deputado Humberto Teófilo (PSL) prejudica Polícia Civil de Goiás. O que era para ser uma conquista destinada à corporação tornou-se pesadelo para os policiais após críticas em vídeo do parlamentar.

Após divulgar vídeo com teor sensacionalista que imita programas de televisão (inclusive com sonorização melodramática ao fundo), teor considerado fake news pela Codego, o deputado inviabilizou a nova sede da Polícia Civil em Anápolis.

Ainda de acordo com a Companhia, Teófilo tem interesse em desconstruir o governador Ronaldo Caiado, após ter sido afastado da base aliada por traição perante os demais deputados. Se irritou ao perder cargos comissionados e passou a criticar a gestão que elogiava.

Explica-se a crítica: sem dizer a verdade e o inteiro teor de contrato firmado ainda na gestão de Marconi Perillo (PSDB), Teófilo criou celeuma em que aproxima a família de Carlos Cachoeira a um empreendimento que atendeu ao sonho da Polícia Civil em Anápolis: que era de ter sede digna.

Diante da mínima suspeita, a Codego resolveu romper o contrato firmado entre a empresa ETS e a Codego, que trata de permuta de área no Distrito Agroindustrial (Daia).

Contrato

Em 2017, a Companhia firmou contrato com a empresa ETS para a permuta de área no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). As bases eram as seguintes: Codego cederia o terreno em que estava a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, dentro do Daia, para ser construído um pequeno shopping. Por outro lado, a contrapartida da empresa privada seria construir nova sede da 3ª DRP, às margens da BR 060/153.

O prédio foi concluído em 2018, portanto, fora da gestão Caiado, como Teófilo não explicou em seu vídeo. Diante da celeuma, a Codego rompeu unilateralmente o contrato.  Por meio de distrato está vedada a construção do shopping.

A denúncia de Teófilo, sem apresentação de qualquer ilegalidade, prejudicou diretamente o novo delegado regional, Pedro Caires, responsável por entrar em contato com a Codego e requerer que o contrato fechado no mandato passado fosse cumprido.

Falsa informação

A Codego informa que somente após o delegado e o representante da ETS, Israel Freitas, procurarem a companhia é que foram efetivados reparos no acabamento do prédio, inaugurado em fevereiro deste ano.

No vídeo gravado pelo delegado Teófilo existe a falsa informação de que um filho de Carlos Cachoeira teria acordado com a Codego. A companhia diz que o “novo sócio” da empresa nunca esteve na Codego na atual gestão para tratar com os diretores sobre tal contrato.

Pelo contrário, as tratativas ocorreram “sempre” com Israel Freitas, que informava a ETS como integrante do grupo mineiro Marítimo, e com o delegado Pedro Caires.

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