Sábado, 08 de Maio de 2021
08 de Maio de 2021
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Com pressa para declarar apoio a Caiado, PSD deve afastar Vilmar

Presidente estadual Vilmar Rocha diz que não apoia governo que não o ajudou a eleger, mas os pesos pesados do partido querem espaço no governo estadual

Em posição estratégica na geopolítica do Estado, contando com quadros de excelência como o senador Vanderlan Cardoso, o deputado federal Francisco Jr e o ex-ministro Henrique Meirelles, o PSD estadual vive um impasse hoje em torno de uma decisão simples: fazer oposição ou se alinhar à base do governador Ronaldo Caiado e ao DEM.

O presidente estadual do partido, Vilmar Rocha repete todo dia que o PSDB não vai apoiar o governo que não ajudou a eleger. Já Vanderlan, Francisco Jr e o recém filiado Meirelles não têm a menor dúvida de que o caminho é a composição com Caiado e desde já abrir caminho para conquistar uma vaga na chapa da reeleição em 2022, provavelmente com Meirelles como candidato ao Senado.

É cedo para uma definição dessa importância, como o próprio governador avaliou, ao dizer nesta semana que “assuntos de 2022 devem ser resolvidos em 2022”. Além do PSD, Caiado tem alternativas consistentes para alianças na próxima eleição, uma delas valiosíssima: um acordo com o MDB, que levaria o presidente estadual emedebista Daniel Vilela para disputar a vaga senatorial ao lado do governador.

O posicionamento do PSD em Goiás passou a ser o foco principal do noticiário político. Vilmar Rocha é uma exceção do panorama político brasileiro, já que preside estadualmente um partido de destaque sem ter mandato, que é a regra para a direção regional da maioria das legendas. Daniel Vilela, também sem mandato, dirige o MDB goiano, mas há uma diferença: ele não tem concorrentes, ao contrário de Vilmar Rocha, que tem Vanderlan Cardoso, apoiado por Francisco Jr, como nome à disposição para assumir o comando estadual do PSD.

Sem Vilmar Rocha, o PSD já estaria empoleirado no governo do Estado, apoiando Caiado ostensivamente e ocupando espaço no secretariado. É o que querem, sem disfarces, Vanderlan e Francisco Jr, agora com apoio de Meirelles – que ingressou no PSD por cima, isto é, pelas mãos do presidente nacional Gilberto Kassab e, portanto, com aval para passar por cima de questões locais para assegurar a candidatura ao Senado na chapa de Caiado em 2022.

Todas as apostas, hoje, apontam para a vitória de Vanderlan, Francisco Jr e Meirelles: por intervenção de Kassab, o PSD seria liberado para se compor com Caiado e ocupar espaços na administração, viabilizando a candidatura de Meirelles a senador. Para isso acontecer, Vilmar Rocha teria que ser afastado da presidência do diretório estadual, para o quê, basta uma assinatura do presidente do diretório nacional. 

É daqui para ali e teria o efeito de sacudir o cenário político estadual, impactando todas as peças do tabuleiro – em especial o MDB, que teoricamente teria interesse também em uma composição com o governador, com Daniel Vilela disputando o Senado ou mesmo Iris Rezende, que anunciou sua aposentadoria, mas, firme e forte aos 87 anos, pode muito achar que a verdadeira chave de ouro para encerrar a sua carreira seria um mandato senatorial.

Da Redação

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