Terça, 20 de Abril de 2021
20 de Abril de 2021
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Com uma só vaga disponível em 2022, 10 nomes já estão na corrida ao senado

Disputa para conquistar o direito de representar os partidos mais fortes deve ser acirrada e levar a mudanças no cenário político

A mais de um ano para as eleições 2002, pelo menos 10 nomes se colocam para os seus respectivos partidos para a disputa à única vaga que estará disponível para o Senado Federal. Depois de governador, a senatoria é o principal mandato cobiçado pelos políticos, principalmente aqueles que têm longa e bem sucedida carreira na iniciativa privada e na vida pública.
Dos 35 partidos existentes e registrados em Goiás, pelo menos 10 já cogitam desde já candidatos para a corrida ao Senado Federal: Iris Rezende (MDB), Daniel Vilela (MDB), Zacharias Calil (DEM), João Campos (Republicanos), Pedro Wilson (PT), Alexandre Baldy (Progressistas), Wilder Morais (PSC), Otávio Lage Filho (PSDB), Delegado Waldir Soares (PSL) e Henrique Meirelles (PSD).


Alguns são postulantes declarados desde já. Outros dependem da evolução do cenário político. O Senado é o “objeto de desejo” da elite brasileira: lá as mordomias e privilégios são enormes, salários e verbas de representação elevados, hotéis 5 estrelas para hospedagem durante viagens, restaurantes de luxo e passagens aéreas em classe executiva, tudo grátis.
Há um ditado entre os políticos brasileiros: “O Senado é o mesmo que o céu, com a vantagem de que não é preciso morrer para estar lá”.
Confira nesta página como está a movimentação dos interessados, em Goiás, na vaga senatorial disponível para 2022.

MDB: Iris Rezende e Daniel Vilela
O MDB tem dois nomes colocados para uma eventual disputa ao Senado nas eleições do ano que vem: o ex-prefeito Iris Rezende, apesar de o velho cacique dizer que já encerrou a sua carreira política, e o presidente estadual emedebista Daniel Vilela, que também é considerado opção para concorrer novamente ao governo de Goiás. Com detalhe: Iris já foi senador da República, de 1996 a 2002, e experimentou pessoalmente as delícias do mandato.

DEM: Zacharias Calil
O médico Zacharias Calil, foi a surpresa das eleições de 2018 ao conquistar, com boa votação, uma cadeira na Câmara Federal. Agora, ele se movimenta no DEM para concorrer ao Senado, mesmo sabendo que o partido já tem candidato majoritário, o
governador Ronaldo Caiado, que vai pleitear a reeleição, o que indica a necessidade de abrir a chapa para representantes de outros partidos.

Republicanos: João Campos
O delegado de polícia e atual deputado federal João Campos pode trocar a candidatura à reeleição para a Câmara pela disputa ao Senado, se esta for a vontade do Republicanos. Pessoalmente, ele sonha com essa candidatura. Pastor da Igreja Assembleia de Deus, João Campos dependerá de composições partidárias que podem ou não acontecer, não sendo, por si próprio, um postulante considerado forte eleitoralmente.

PT: Pedro Wilson
O PT pensa em lançar o ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson na corrida ao Senado em 2022. Pedro, que é professor, foi também reitor da Universidade Católica de Goiás e vereador por Goiânia. Passou pela prefeitura sem deixar um legado. Perdeu a importância política a ponto de aceitar ser candidato a vice-prefeito na chapa da deputada estadual Adriana Accorsi para a prefeitura de Goiânia, em 2020.

PP: Alexandre Baldy
Alexandre Baldy, que foi ministro de Cidades do governo Michel Temer, quer ser candidato a Senado, lançado pelo Progressistas. Já sonhou em ser candidato a governador, mas desistiu, depois de perder a estatura política ao ser preso pela Operação Lava Jato. Entrou em desacordo com o governador Ronaldo Caiado e, no momento, segue rompido com o Palácio das Esmeraldas e isolado politicamente.

PSC: Wilder Morais
O empresário do ramo de construção civil Wilder Morais assumiu uma cadeira no Senado por 4 anos com a cassação do mandato de Demóstenes Torres e ganhou gosto. Em 2018, na chapa vitoriosa de Ronaldo Caiado, ele passou perto e ficou em 3º lugar na disputa pelo Senado. Dizem que não acreditou nas suas possibilidades e não investiu o necessário, deixando de ser eleito por uma pequena margem de votos.

PSDB: Otavinho Lage
O megaempresário Otávio Lage Filho, conhecido como Otavinho, sempre é lembrado pelo PSDB para eleições majoritárias, seja para governador seja para senador. Ele, que é filho do ex-governador Otávio Lage, já foi prefeito de Goianésia e foi um dos nomes defendidos como alternativa para José Eliton na eleição para governador em 2018. Pela capacidade financeira, é considerado como um nome competitivo para o Senado em 2022.

PSL: Delegado Valdir
O deputado federal Delegado Valdir Soares é a aposta do PSL para concorrer ao Senado. Ele tentou a prefeitura de Goiânia, sem sucesso, em 2016, terminando com uma votação pífia. É considerado bom postulante em eleições proporcionais, mas fraquíssimo em pleitos majoritários. Depende uma coligação do PSL com o MDB.

PSD: Henrique Meirelles
O PSD surpreendeu de última hora com a decisão do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles ao anunciar sua intenção de concorrer ao Senado por Goiás e se refiliar ao partido. Meirelles, que já disputou a presidência da República, elegeu-se deputado federal por Goiás em 2002 e sequer tomou posse, renunciando o mandato para assumir a presidência do Banco Central no Governo Lula.

Helton Lenine

Foto: Pedro França/Agência Senado

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