Goiás

Com vendas de barcos em alta, Goiás explora potencial de navegação do Lago Corumbá IV

Demanda por embarcações de passeio, como barcos, lanchas e jet skis, ficou aquecida e cresceu 20% no Brasil durante a pandemia. Veja dicas de especialista para se preparar para curtir esportes náuticos com segurança

O mercado de barcos de lazer está aquecido no Brasil. No ano passado, em consequência da pandemia e do isolamento social, a procura por embarcações de pequeno e médio porte cresceu 20%, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos (Acobar). Segundo estimativas do setor, o Brasil tem atualmente cerca de 900 mil embarcações de passeio em circulação.

Além do crescimento na venda de embarcações de passeio, o mercado presencia também um aumento em diversos segmentos que estão interligados, como o de prestação de serviços de manutenção e reforma e também o comércio de peças e acessórios. Em julho deste ano, a Acobar registrou um crescimento de 28% nas vendas de peças e produtos para manutenção, na comparação com o mesmo período do ano passado. Algumas empresas do setor estimam que, caso a demanda se mantenha aquecida, o comércio de suprimentos para embarcações, equipamentos eletrônicos de navegação e acessórios e artigos de moda náutica pode dobrar de tamanho nos próximos três anos.

Em Goiás, as lojas do segmento comemoram o aumento significativo na procura. Lucas Brito Albernaz, diretor de Marketing da Gold Náutica, empresa localizada no Parque Industrial João Braz, em Goiânia, estima que as vendas de equipamentos náuticos, lanchas e principalmente jet skis aumentaram de 50% a 70% após o início da pandemia. A loja, que faz a compra, venda, locação e manutenção de embarcações de passeio e acessórios, destaca que o perfil do consumidor goiano é voltado principalmente para o lazer em família, geralmente realizado com poucas pessoas e em regiões afastadas dos grandes centros, o que justifica a opção por esse tipo de passeio em tempos de pandemia.

“A pandemia modificou drasticamente a forma de lazer das pessoas, e o mundo náutico se mostrou como uma opção muito segura. Rios, lagos e represas começaram a ser muito mais exploradas, principalmente no meio familiar. A demanda por jet skis, lanchas, acessórios náuticos aumentou muito, principalmente por parte de pessoas querendo fazer um passeio só com a família, sem aglomeração. A prática náutica ajuda muito nessa reconexão com a família e a natureza. Além do aumento das vendas, a procura por locação também está muito grande”, afirma Lucas.

A demanda aquecida por embarcações de passeio tem se refletido também na popularização de lagos para a prática de esportes náuticos ou a realização de passeios. Um dos mais buscados atualmente é o Lago Corumbá IV, que se destaca pela localização privilegiada, próximo a Brasília, Anápolis e Goiânia, e tem recebido diversos empreendimentos que investem em estruturas para facilitar a navegação.

De olho no potencial da região, os velejadores Torben Grael, bicampeão olímpico, e Klaus “Cacau” Peters vão implantar uma marina guarda-barcos no Escarpas Eco Parque, condomínio ecológico localizado em Abadiânia. Para Klaus, a pandemia despertou o interesse de muitas pessoas na navegação, que se tornou uma alternativa de lazer viável mesmo durante o isolamento social.

“No mundo inteiro a pandemia fez as pessoas preferirem atividades ao ar livre, e a náutica atende plenamente às recomendações para conter o contágio: ambiente arejado, grupos restritos e controlados. Além disso, a restrição a viagens de avião fez as pessoas optarem por alternativas de lazer mais próximas da residência. Parte do orçamento antes dedicado a essas viagens acabou sendo usado para concretizar o sonho antigo de ter o barco próprio”, analisa Klaus, que é sócio da Intermarinas, empresa que será responsável pela implantação da marina guarda-barcos do Escarpas.

A expectativa dos sócios Klaus “Cacau” Peters e Torben Grael é de que o Escarpas receba um modelo completo de marina para águas interiores, como são conhecidos os mares completamente fechados, lagos e rios. No caso do Lago Corumbá IV, a infraestrutura oferecerá guarda-barcos, preparação de embarcações e manutenção, além de contar com mall e outros serviços ligados à navegação.

 

Para curtir com segurança 

Klaus reforça que as pessoas interessadas em adquirir uma embarcação e usufruir da marina no futuro precisam passar por alguns processos burocráticos para obter a habilitação, que possui diversas categorias, de acordo com a potência e a dimensão das embarcações.

“Aquelas pessoas que já possuem familiaridade ou interesse no universo da água, seja mares, lagos ou rios, devem realizar um curso para obter a habilitação. É recomendado procurar uma escola ou instrutor bem capacitados, que, mais do que ajudar a passar na prova, também possam ensinar de verdade. Existem cursos excelentes no Brasil para os vários níveis de habilitação na categoria amador, para conduzir embarcações de esporte e lazer, que são Motonauta, Arrais, Master e Capitão”, orienta Klaus.

O comerciante Nelson Júnior, por exemplo, é um dos que se antecipou e já está preparado para usufruir do lazer náutico com tranquilidade. Habilitado e apaixonado por navegação, ele adquiriu um lote no Escarpas Eco Parques e, empolgado com a possibilidade de usufruir da marina e dos encantos do lago Corumbá IV, já comprou um Jet Ski.

“Já tive moto aquática e lancha, e acabei me desfazendo deles. Tirei a minha Arrais e Motonauta em 2018 e foi um processo super tranquilo. Sempre fiquei atento aos novos empreendimentos na região do Lago Corumbá IV e desde o início venho acompanhando o Escarpas. Quando surgiu a oportunidade de adquirir o lote, fiquei tão empolgado que já comprei um outro Jet Ski. Com os investimentos corretos, acredito que a região do Corumbá IV possa acabar se tornando o Capitólio de Góias”, afirma Nelson em referência ao município mineiro que possui a maior marina de água doce da América Latina e atrai apaixonados por embarcações de todo o Brasil.

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