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Coworking: Espaços compartilhados ganham empresariado e relevância no pós-pandemia

Em Goiânia, empresários do setor falam em expansão e comemoram crescimento

Não há dúvida de que a pandemia acelerou o que já era tendência: o compartilhamento de espaços comerciais. Os coworkings, sempre considerados escritórios do futuro, passaram a fazer parte do presente e estão sendo escolhidos para abrigar grandes empresas, muitas delas certificadas pelo selo GPTW – Great Place to Work (ótimo lugar para trabalhar, em português).

Em Goiânia, o crescimento dos coworkings foi exponencial. Empreendedores do segmento em Goiás, afirmam que, antes da pandemia, o goiano ainda tinha medo de dividir o espaço e abrir mão do seu local específico e com sua fachada. Realidade que a pandemia mudou drasticamente.

Adaptados à pandemia, os escritórios compartilhados estão mais seguros e mais procurados. Apenas em junho e julho deste ano, a demanda aumentou  mais de 80%, incluindo empresas e clientes na pessoa física. O empresário Fellype Manso, sócio do Talismã Office, um escritório de coworking de alto padrão em Goiânia, diz que, em um primeiro momento, o  mercado sentiu muito  em função do fechamento de alguns espaços. Porém do segundo semestre de 2020 prá cá, ovolume de operações e locações está bem acima do que esperávamos”.

O empresário ressalta que não apenas as empresas de tecnologia, mas também as grandes empresas em mercados variados começaram a buscar o coworking  como a solução para o modelo híbrido de trabalho, em que o valor dos espaços colaborativos cresce muito. “Temos empresas de grande porte que entenderama que estar aqui traz mais benefícios do que uma sede própria”, revelou.

De acordo com Fellype, a pandemia acelerou o que as pesquisas de mercado apontavam que chegaria em Goiânia em 3 ou 4 anos. “Abrimos dez dias antes do primeiro decreto que fechou tudo. Durante esse período  já tínhamos salas locadas permanentemente para empresas que exerciam atividades essenciais, por isso continuamos atuando, mas de maneira bem reduzida. Durante a pandemia, por conta das flexibilizações, nosso público foi aumentando e mudando. Recebíamos, a princípio, profissionais que não conseguiam render ou trabalhar em casa. Agora, no final da pandemia, estamos com todas a nossas salas locadas de maneira fixa para empresas que perceberam a comodidade e a economia que estar em um coworkig traz”, disse Felipe.

O empresário, que é sócio do cantor Leonardo e da sua esposa Poliana no empreendimento, disse que o grupo já fez novos estudos e já pensa na trabalha na expansão do espaço físico em Goiânia e em outras cidades do Brasil. “Acreditamos muito que o coworking seja o futuro do mercado dos negócios. Não apenas pela otimização do espaço, economia, mas também pelo network que possibilita captação de clientes dentro do espaço locado”, explicou.

Coworking favorece a captação de clientes

“Estar dentro de um coworking foi muito benéfico para minha empresa”, revela a publicitária Simone Moraes. De acordo com ela, estar dentro de um espaço plural e compartilhado permitiu que ela conquistasse vários outros clientes. “Inicialmente eu tinha apenas clientes fora do espaço. Com o tempo e com a convivência, passamos a atender os nossos vizinhos de sala. Em um terceiro momento, eles já estavam nos indicando para os clientes deles”, revelou.

Simone contou ainda que quando, junto com sua sócia, tomaram a decisão de ir para um coworking elas ficaram apreensivas e não esperavam tantos resultados positivos. “ Mudamos para o coworking bem no início da pandemia. Era medida de economia para esperar a tempestade passar e para economizar. Estávamos com muito medo e resolvemos economizar os custos com a infraestrutura, que inclui, em nosso caso, sala, mobília, recepcionista, internet, água e luz. Não esperávamos, de maneira nenhuma,que nosso faturamento fosse aumentar 80% com os contatos firmados aqui. Foi muito vantajoso para nossa empresa”, revela

 

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