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Daniel Vilela: Mendanha quis impor ao MDB os seus “desejos pessoais”

O presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, afirma que lamenta a decisão do prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha que, ao não acatar o resultado da consulta que optou pela aliança com o DEM, anuncia desfiliação do partido. “Fica claramente demonstrado que os seus desejos pessoais estão sobrepondo os do partido, que deu todas as oportunidades a ele”, disse o filho e herdeiro político de Maguito Vilela.
O MDB, por maioria esmagadora das suas bases, vai firmar acordo com o DEM e apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado, indicando Daniel Vilela como candidato a vice- governador. O ato de formalização da aliança vai ocorrer nos próximos dias, na sede do diretório estadual, na presença de Caiado.
Daniel Vilela rebate a afirmação de Mendanha de que a consulta interna não foi democrática e representativa: “Essa consulta só foi feita por solicitação dele, da forma como ele pediu. Na minha visão, isso é justificativa de quem quer buscar um projeto pessoal”, informa. Daniel sustenta que a decisão pela aliança com Caiado foi tomada pela maioria – 146 dos 160 diretórios do MDB: “Foi uma decisão robusta e eu entendo que compete a quem foi voto vencido entender esse desejo do partido e seguir dentro de uma unidade.”
Ele espera que o anúncio da saída de Gustavo Mendanha do MDB, marcado para a semana que vem, não venha como produto de cabeça quente “e que ele possa refletir com mais tranquilidade e humildade e continuar junto com o partido”. O dirigente ressalta que, na política, é preciso ter serenidade: “Entendo que estamos construindo unidade com alguém decente, que acabou com a corrupção no Estado. Diferentemente de Marconi Perillo, que sempre foi nosso adversário e que, pelo que escutamos nos bastidores, é um grande entusiasta da candidatura do Gustavo”, cutucou Daniel, em alusão ao ex-governador tucano que está cada vez mais próximo de Mendanha.
Daniel se nega a acreditar que Marconi esteja por trás da articulação pela candidatura de Mendanha ao Palácio das Esmeraldas. “O MDB sempre esteve em lados opostos aos governos do PSDB de Marconi Perillo e de José Eliton. O partido sempre teve visão e projetos de gestão diferente deles. Não seria agora que iríamos nos unir a eles”, fulmina.
Ele lembra que, apesar das declarações positivas das lideranças do MDB e da avançada tratativas para a aliança com o DEM, o partido só vai “bater o martelo” nas convenções, no ano que vem. Contudo, reitera que “o MDB tem bons quadros” e que se “o governador quiser aproveitar alguém (na aliança), seria natural”. “Nós não estamos fazendo nenhum tipo de exigência, porque entendemos que isso é algo natural que tem que acontecer em projeto de uma aliança “, garantiu.

 

Aliança com o DEM tem o respaldo da maioria do MDB

Lideranças influentes do MDB, como o senador Luiz do Carmo, deputados estaduais Bruno Peixoto, Humberto Aidar e Henrique Arantes, ex-prefeito Iris Rezende, ex-deputados federais Pedro Chaves e Leandro Vilela, prefeitos Haroldo Naves (presidente da FGM), Humberto Machado (Jataí), Pábio Mossoró (Valparaíso de Goiás), André Chaves (Buriti Alegre), ex-presidentes do diretório estadual Samuel Belchior e Nailton de Oliveira aprovam a aliança do partido com o DEM caiadista. O deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, em evento em Goiânia semana passada, também reiterou o apoio à decisão tomada pela direção estadual sobre as eleições de 2022. “O MDB de Goiás tem autonomia e o nosso apoio para tomar decisão sobre aliança ou candidatura própria à sucessão estadual do próximo ano”. Baleia Rossi, que conviveu com Daniel Vilela na Câmara Federal, disse que o filho de Maguito Vilela é uma das lideranças consolidadas no MDB. “Acredito no trabalho que Daniel vem fazendo para revitalizar o MDB, buscando, inclusive, ampliar a representação parlamentar no Congresso e na Assembleia Legislativa”. (Por Helton Lenine / jornalismo@diariodeaparecida.com)

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