Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Delegacia do Consumidor realiza apreensão em depósitos de gás nas cidades de Aparecida e Trindade

Botijões estavam em local que não tinha autorização da ANP para funcionar. Falta de renovação do registro, extintores inadequados e sem placas de sinalização, além de os estabelecimentos estarem muito próximos de residências foram algumas das irregularidades encontradas

A Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), realizou na última segunda-feira, 17, uma operação para cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Trindade e Aparecida de Goiânia. Na ocasião, as equipes policiais fizeram a apreensão de 42 botijões de gás GLP em Aparecida de Goiânia, que estavam em um depósito que não tinha autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para funcionar. A operação contou com o apoio dos fiscais da ANP.

Em entrevista coletiva, o titular da Decon, Rodrigo Godinho, informou que nessa ação foram instaurados inquéritos policiais para aprofundar as investigações, visando colher novos elementos de informação. “A partir dessas informações, testemunhas foram ouvidas e os responsáveis serão ouvidos nos próximos dias para apurar a prática de crime contra a ordem econômica e sistema de estocagem de combustíveis, que possui uma pena de um a cinco anos de reclusão”, ressaltou.

Godinho fez um alerta para a população em relação aos riscos que um produto desse porte representa. “O primeiro perigo é uma possível explosão. O lugar é totalmente inadequado para armazenar botijões de gás, cheios ou vazios, uma vez que esses são mais perigosos devido à violação da válvula. Os proprietários alegaram questões econômicas e dificuldades de regularizar as empresas”, explicou.

Perigos e irregularidades
As irregularidades encontradas nesses locais foram: falta de renovação do registro, extintores inadequados e sem placas de sinalização, além de depósitos muito próximos de residências. Para o delegado Rodrigo Godinho, o que mais chamou atenção da polícia foi o fato de um menor estar fazendo a entrega dos botijões, que são extremamente perigosos. “Em um desses estabelecimentos, o proprietário colocou um menor para fazer entregas rápidas em uma motocicleta, o que é um absurdo”, relatou.

Propaganda enganosa
De acordo com a polícia, alguns estabelecimentos também utilizavam a divulgação do produto nas redes sociais com preços bem abaixo do mercado, o que chama a atenção da polícia para a veracidade do peso desses botijões. “Nesse caso, a gente desconfia da questão da pesagem desse botijão, tendo em vista que um preço, por exemplo, de R$ 65 está totalmente fora do mercado”, alertou o delegado. Na operação, nenhuma prisão foi efetuada.

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