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Delegado Waldir elogia Caiado e abre caminho para o PSL apoiar a reeleição

O deputado federal Delegado Waldir Soares, presidente estadual do PSL, dá sinais de que pode se reaproximar do governador Ronaldo Caiado (DEM). Ele entrou para a oposição ao governador logo no 1º ano do governo, após participar da campanha que elegeu o democrata em 2018. À época, citou “ingratidão” de Caiado com o PSL, que não teria sido convidado para participar da gestão.

Na última terça-feira, 3, porém, governador e deputado apareceram juntos na inauguração de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) Compacta da Saneago em Anápolis. Em seu discurso, o deputado não poupou elogios ao governo estadual. “A Saneago faz o dever de casa. Nos últimos dez anos, um dos maiores problemas de Anápolis era a falta de água. E a solução está chegando.”

Delegado Waldir louvou a equipe de comunicação do governador: “2022 tem política, se quiser emprestar ela para mim eu aceito, governador.” Juntos, Caiado e Waldir ainda fizeram um tour pela nova estrutura da companhia de saneamento em Anápolis. O PSL, que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República, tem dois deputados federais em Goiás – Delegado Waldir e Vitor Hugo –, três estaduais – Paulo Trabalho, Delegado Humberto Teófilo e Major Araújo – e cinco prefeitos.

Oposição está perdida e espanta possíveis aliados

Delegado Waldir deverá ter uma conversa com o governador Ronaldo Caiado nos próximos dias para tratar da aliança do PSL com o DEM. O parlamentar revela que a oposição goiana está perdida, sem nome para disputar a sucessão estadual de 2022.

A partir de agora, o parlamentar vai ser mais frequente em eventos organizados por Ronaldo Caiado e, consequentemente, vai se afastar do palanque oposicionista. Na sua visão, nomes como os de Marconi Perillo, José Eliton, Sandro Mabel e Jânio Darrot não são páreo para Ronaldo Caiado, que pode ganhar a eleição já no 1º turno.

Delegado Waldir chegou a conversar com Jânio Darrot sobre a disputa sucessória estadual, mas reconhece que o Patriota não tem capilaridade eleitoral nos 246 municípios goianos.

Sobre os nomes do PSDB – Marconi Perillo e José Eliton –, o deputado diz que dificilmente irão superar os desgastes a que estão submetidos desde a eleição de 2018, inclusive com denúncias de improbidade administrativa.

Quando deixou o PSDB para disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2012, Delegado Waldir saiu atirando em Marconi Perillo, chamando-o de “coronel” e “dono do partido”. Ele filiou-se ao PL e perdeu a disputa ao Paço Municipal. Nas conversas com membros do seu partido, Delegado Waldir reconhece os “méritos” de Caiado, que, após assumir o governo em grave situação fiscal, consegue realizar o trabalho administrativo de forma satisfatória, sendo aprovado pela população goiana.

Delegado Waldir também dá sinais de reaproximação com Jair Bolsonaro, de olho nas eleições do ano que vem, já que ambos possuem o mesmo eleitorado conservador e anti-PT. Por ser Goiás um Estado que se sustenta no agronegócio e no conservadorismo político, Delegado Waldir leva vantagem eleitoral se estiver ao lado de Bolsonaro e Caiado. O Palácio do Planalto aprova a aproximação do PSL do Delegado Waldir e do DEM caiadista, visando as eleições do ano que vem.

Em aproximação com o governo, PSL cogita até a filiação de Lissauer Vieira

De olho em 2022, o presidente do PSL em Goiás, o deputado federal Delegado Waldir, convidou o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (por enquanto no PSB), para se filiar ao partido. Na ocasião, o presidente metropolitano da sigla, vereador Lucas Kitão, também estava presente.

O convite faz parte do movimento de aproximação com o governo de Ronaldo Caiado (DEM) iniciado por Waldir recentemente. O deputado tem acompanhado algumas agendas do democrata. Esteve com o governador em Anápolis esta semana, por exemplo, e teceu elogios a ele em discurso. Além disso, Lissauer já declarou, em diversas oportunidades, que deve se filiar em uma legenda que esteja na base de Caiado.

Delegado Waldir ressalta que uma possível aliança só será decidida no ano que vem. “O PSL está de portas abertas, mas temos de esperar as composições. Queremos uma vaga na majoritária, mas sabemos que existem muitos interessados. O momento agora é de diálogo e formação de grupo.” Lissauer é cotado para vice de Caiado, mas tem afirmado que mantém sua pré-candidatura a deputado federal.

Waldir usa dois argumentos para a filiação: “A base do Lissauer é de direita e o PSL pode ajudar no projeto dele, pois é um partido consolidado e que tem os maiores fundos partidário e eleitoral.” Nos últimos meses, o PSL sofreu um esvaziamento no seu quadro de filiados em Goiás, reflexo da saída de Jair Bolsonaro da legenda, em 2019. A direção estadual busca filiações de novas lideranças políticas, visando formação de chapas para a Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Delegado Waldir chegou a pensar em disputa por vaga ao Senado, mas recuou e trabalha para se manter como deputado federal. Ele, que sempre teve votações expressivas, não se preocupa se as regras eleitorais vão prever ou não o distritão – votação majoritária para cargos legislativos. O dirigente sustenta que as conversas vão ocorrer, mas as definições estão guardadas para abril do ano que vem, com a vigência da “janela partidária” – quando os atuais detentores de mandatos parlamentares podem mudar de siglas visando, principalmente, a disputa para governador, vice e senador. (H.L.)

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