Goiás

É hoje: Caiado e Daniel Vilela selam acordo histórico entre DEM e MDB

O evento que marcará a formalização de aliança entre MDB e DEM para a disputa majoritária de 2022 em Goiás está marcado para esta sexta-feira, 24, às 14h, no Tattersal de Elite do Parque Agropecuário, em Goiânia. O presidente emedebista Daniel Vilela e o governador Ronaldo Caiado celebrarão um acordo histórico na vida política do Estado.
Vinte e sete prefeitos do MDB devem comparecer ao evento, assim como a maioria dos vereadores de todas as regiões do Estado. O único ausente deve ser o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), que é contra a aliança com Caiado e anuncia saída do partido. Na última sexta-feira, 17, o presidente do MDB, Daniel Vilela, apresentou o resultado da consulta aos diretórios e comissões provisórias do partido em relação à aliança. A executiva estadual recebeu 146 cartas favoráveis (do total de 160).
Na oportunidade, Daniel chamou o processo de “formalização política” e lembrou que a decisão estatutária depende de convenção eleitoral, que só acontece no próximo ano, e pode até ter resultado diferente. O presidente é cotado para ocupar a vaga de vice na chapa do democrata. No dia 20 de agosto, Caiado esteve no diretório estadual do MDB, no Setor Aeroporto, em Goiânia, para oficializar o convite para que a sigla faça parte de sua chapa em 2022, quando disputará a reeleição.
Daniel Vilela conta com o respaldo, além dos 27 prefeitos, do senador Luiz do Carmo, deputados estaduais Bruno Peixoto, Humberto Aidar e Henrique Arantes, do ex-prefeito Iris Rezende, dos presidentes de diretórios e comissões provisórias e dos ex-presidentes da executiva estadual Samuel Belchior e Nailton de Oliveira. Também respaldam a aliança MDB/DEM os seis vereadores emedebistas de Goiânia – Clécio Alves, Dr. Gian, Anselmo Pereira, Henrique Alves, Kleybe Morais e Izídio Alves.
Iris Rezende, que se encontra internado em São Paulo em recuperação das complicações de um acidente vascular cerebral (AVC), é o principal avalista da decisão do MDB de aliança com o DEM, conforme reafirma Paulo Ortegal, ex-auxiliar do ex-prefeito de Goiânia. “Iris foi o primeiro líder do MDB a defender a reeleição do governador Ronaldo Caiado. Tão logo se recupere, o ex-prefeito estará na linha de frente da campanha do MDB e do governador.”

“Mendanha está jogando contra Aparecida”

Sobre a decisão do prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, de deixar o MDB, insatisfeito com a aliança do partido com o DEM, Daniel Vilela avalia que se trata apenas de um “desejo pessoal”, sem qualquer compromisso partidário ou coletivo. “Tentei, por várias vezes, mostrar ao Gustavo os equívocos de sua decisão em não acatar uma consulta representativa do partido”, disse Daniel. No MDB, Mendanha tem “uns poucos” seguidores, sem expressão política no Estado: o deputado estadual Paulo Cezar Martins, o ex-deputado federal Sandro Mabel e o presidente da Fundação Ulysses Guimarães de Goiás, Enio Salviano. Nenhum prefeito ou presidente de diretório municipal declarou apoio ao projeto de candidatura própria defendido por Mendanha. Emedebistas históricos apostam que Mendanha pagará um “preço alto” em sua carreira política ao aliar-se aos adversários do MDB, como tudo indica que fará. Eles lembram que Iris Rezende (três vezes), Maguito Vilela (duas) e Daniel Vilela (uma) enfrentaram o PSDB na disputa pelo governo de Goiás por não aprovar o estilo e método dos tucanos de atuar na gestão pública do Estado. Os emedebistas também argumentam que Mendanha, ao fazer oposição ao Governo Caiado, joga contra o município de Aparecida de Goiânia. “Governo não faz oposição a governo”, dizia Maguito Vilela. Em razão do rompimento político com o Palácio das Esmeraldas, Mendanha deixou de firmar parcerias administrativas que poderiam beneficiar a população de Aparecida de Goiânia.

Já com 15 partidos na sua base, governador quer aglutinar mais

O governador Ronaldo Caiado (DEM) vai abrir conversações com representantes do Republicanos, PDT, Progressistas, PSD, Solidariedade e outras siglas menores com o objetivo de compartilhar a administração e também fazer alianças visando as eleições do ano que vem, quando deverá concorrer a novo mandato.
A base da gestão Caiado já conta com 15 partidos, mas o governador busca ampliar ainda mais o leque de apoio, de olho nas eleições de 2022. Caiado saiu fortalecido das eleições municipais de 2020, quando os partidos que dão sustentação ao governo estadual elegeram 165 dos 246 prefeitos goianos, além de centenas de vereadores. Os governistas venceram em cidades grandes como Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Catalão, Luziânia, Formosa, Águas Lindas, Porangatu, Jaraguá, entre outras.
Caiado e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, ainda não incluíram na agenda as eleições de 2022, mas ambos estão mantendo bom diálogo sobre os assuntos que interessam a Goiânia. O Republicanos tem ambições majoritárias: lançar o deputado federal João Campos ao Senado.
Com a morte de Maguito Vilela, o Republicanos, partido a que está filiado Rogério Cruz, assume o protagonismo na política de Goiânia, com repercussões em todo o Estado, o que deverá fortalecer também a chapa do partido para deputado federal e deputado estadual. O Republicanos quer emplacar o deputado federal João Campos ao Senado. O Progressistas, presidido em Goiás pelo ex-ministro Alexandre Baldy, também conversa com o governador. O partido, que tem dois deputados federais, três estaduais e 30 prefeitos, quer Alexandre Baldy concorrendo ao Senado.
O Solidariedade, que é presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Armando Vergílio e conta com o deputado federal Lucas Vergílio, seu filho, participa da administração estadual, abrindo portas para alianças eleitorais em 2022 com o Democratas. O governador também dialoga com George Morais, presidente estadual do PDT, e com a deputada federal Flávia Morais sobre a participação do partido na administração e em relação a alianças eleitorais.
As conversas com o PSD ainda não foram iniciadas, apesar da disposição favorável do senador Vanderlan Cardoso e do deputado federal Francisco Jr para o entendimento com o Palácio das Esmeraldas. Há resistência do ex-deputado federal Vilmar Rocha, presidente do PSD de Goiás, que quer a legenda na oposição em 2022. O PSD já escalou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pretendente ao Senado da República e busca uma aliança com o DEM caiadista. No sábado, 18, Meirelles tomou café da manhã com o governador Ronaldo Caiado, no Palácio das Esmeraldas. (Helton Lenine / jornalismo@diariodeaparecida.com)

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