Sábado, 24 de Julho de 2021
24 de Julho de 2021
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“É prudente seguir aquilo que a ciência já determinou”

O governador Ronaldo Caiado, dentro do seu estilo franco e direto, foi muito objetivo sobre as distorções que o sistema de isolamento intermitente do comércio, indústria e serviços adotado em Aparecida pelo prefeito Gustavo Mendanha provoca no combate ao novo coronavírus. Caiado afirmou que o modelo escolhido pela prefeitura aparecidense para controle da disseminação do coronavírus atrapalha as cidades da Região Metropolitana de Goiânia que seguem o decreto estadual (revezamento das atividades econômicas com 14 dias de suspensão e 14 de liberação). O governador citou a ocorrência de aglomerações em ruas comerciais e em frente a shoppings e pediu que a gestão de Aparecida siga as regras do decreto estadual. 

“O que estamos vendo naquelas avenidas, principalmente no comércio e shoppings, são milhares de pessoas se avolumando no local. É prudente que se tenha posição de foco baseado naquilo que a ciência já determinou. Naquilo que se pratica em todos os lugares do mundo”, disse o governador, em referência a restrições para atividades econômicas em países da União Europeia. 

Mendanha decidiu desobedecer ao decreto estadual do governador Ronaldo Caiado que estabeleceu em Goiás o sistema 14×14 de paralisação do comércio, indústrias e serviços para reduzir a propagação da nova doença. Por 14 dias, as portas das atividades econômicas não essenciais são fechadas, seguindo-se 14 dias de reabertura até o arrefecimento da pandemia. 

O modelo é considerado como o mais adequado pelos especialistas, exatamente em razão do ciclo da Covid-19, que é de 14 dias entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o período de contágio. Já o isolamento intermitente por regiões mantém implantado por Gustavo Mendanha mantém 60% da cidade funcionando diariamente, ao suspender o comércio, indústria e serviços por apenas 2 dias por semana em cada macrozona da cidade. Esse prazo foi ampliado para 4 dias.

Mendanha adotou o isolamento intermitente sob pressão do empresariado aparecidense, em especial, comenta-se nos bastidores, diante da influência exercida sobre ele pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG Sandro Mabel, espécie de líder do negacionismo em Goiás e radicalmente contrário a toda e qualquer medida restritiva para a economia.

O resultado: filas gigantescas nas portas de shoppings como o Buri, nos dias em que é permitida a sua abertura, feiras livres superlotadas nos bairros e ruas e avenidas das principais regiões comerciais tomadas por multidões, criando um ambiente propício para que o coronavírus se alastre em Aparecida, cujo sistema de Saúde já chegou ao limite.

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