Quinta, 05 de Agosto de 2021
05 de Agosto de 2021
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Editorial do Diário de Aparecida: Onde estão as vacinas?

Após a divulgação do balanço de distribuição das doses de vacinas contra a Covid-19 em Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), essa é uma pergunta que não quer calar: onde estão indo parar os imunizantes? De acordo com o Governo de Goiás, segundo o cadastro de vacinação, 406.665 das 1.031.380 milhão de doses distribuídas aos 246 municípios goianos não foram aplicadas ou não foram registradas a aplicação junto ao Ministério da Saúde.

Aqui em Aparecida de Goiânia, a situação não é diferente: segundo balanço disponibilizado pela SES-GO, divulgado na tarde de ontem, 7, a cidade recebeu 48.100 vacinas referentes à primeira dose, porém não aplicou ou não preencheu o registro de aplicação de 51% delas, o seja, 24.596 até o momento não foram contabilizadas junto ao governo federal. O número diverge do último Painel Covid-19 do município que foi divulgado às 17 horas desta quarta-feira, 7, que diz que foram recebidas 45.900 doses para a primeira aplicação, das quais 40.300 foram aplicadas.

Sabe-se que o ritmo da vacinação está a passos lentos em todo o Brasil, visto que ontem, 7, completaram-se 80 dias do início da Campanha Nacional de Imunização e até o momento, pouco mais de 10% de toda a população brasileira foi vacinada. Mas a pergunta que não quer calar é: onde estão as 2.200 doses que divergem dos balanços divulgados pela Prefeitura de Aparecida e pelo Governo de Goiás?

A sociedade aparecidense anseia por respostas. Já que, afinal, há uma fila de priorização para a aplicação das vacinas contra a Covid-19 e, sobretudo, porque os recursos para a compra dos imunizantes são públicos e consequentemente, do povo. Em um momento em que o País atravessa a pior crise sanitária de sua história, é preciso transparência nas ações dos Poderes Públicos. É preciso que as contas fechem sejam de casos de infecções, leitos ou vacinas. Esse é um cenário em que não se pode haver brechas para a dubiedade e/ou, muito menos negligências, afinal, estamos lidando com vidas.

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