Sábado, 24 de Julho de 2021
24 de Julho de 2021
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Editorial do Diário de Aparecida: Mendanha sem obras

Máquinas da Prefeitura de Aparecida finalmente saíram da garagem e foram para a Vila Oliveira, para asfaltar ruas que estavam atazanando a vida dos moradores locais pela falta de conservação, lama e erosões provocadas pelas chuvas. Pode ser que se trate de um sinal, enfim positivo, de que o 2º mandato do prefeito Gustavo Mendanha finalmente vai começar, interrompendo a situação da paralisia administrativa que tomou conta do município nestes primeiros meses de 2021.
O atual mandatário aparecidense foi reeleito com uma série de promessas que atraíram os votos do eleitorado, mas que, uma vez empossado, continuam no papel – ao contrário, por exemplo, do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, que em menos de 60 dias cumpriu os dois compromissos estabelecidos pela sua chapa no período eleitoral, ou seja, os programas IPTU Social e Renda Família.
A Prefeitura de Aparecida, é notório, passa por um momento de dificuldades financeiras, provocadas pela queda na arrecadação dos tributos municipais em razão dos impactos da Covid-19 na economia e também pela suspensão dos repasses federais causada pelo atraso da vigência do Orçamento 2021 da União, o que impede transferências para os sub-entes da Federação.
Nada disso, no entanto, justifica a estagnação em que a cidade mergulhou. Gustavo Mendanha tem satisfação a dar às aparecidenses e aos aparecidenses que acreditam nas suas propostas e a ele concederam mais um mandato, no qual tem o dever de ir muito além da sua primeira gestão, inclusive quanto a obras que possam marcar a sua passagem pela Cidade Administrativa.
O que de importante foi feito em Aparecida até hoje deve-se a prefeitos como Norberto Teixeira, Ademir Menezes e Maguito Vilela, os grandes responsáveis pela alavancagem da economia, com a atração de centenas de empresas, e por obras como as grandes avenidas ou o Hospital Municipal. Mendanha encontrou tudo pronto e apenas deu manutenção. Precisa reagir para não ficar na lembrança da população como qualquer um.

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