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Feiras livres de hortifrutigranjeiros podem voltar a funcionar em Goiás

A proposta é ajudar os produtores rurais que estão com dificuldades para vender a produção devido à pandemia do Covid-19 e para que os alimentos cheguem mais facilmente à mesa dos consumidores

O governador Ronaldo Caiado autorizou, por meio do Decreto  de 3 de abril de 2020, com alterações em relação ao Decreto de 13 de março de 2020, o retorno da realização de feiras livres de hortifrutigranjeiros, desde que sigam às orientações previstas na Portaria publicada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A portaria prevê que as feiras livres de hortifrutigranjeiros devem adotar boas práticas de operação e comercialização, padronizadas pela Seapa e que integram um manual que foi referenciado através de orientações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As medidas devem ser executadas para que o funcionamento das feiras seja realizado de forma segura, tanto para comerciantes quanto consumidores, garantindo as condições higiênico-sanitárias.

“A Seapa desenvolveu um manual de boas práticas para auxiliar os feirantes e os consumidores durante este momento que estamos passando. O Governo do Estado de Goiás busca referências no Ministério de Agricultura para manter a segurança alimentar. Juntos, vamos continuar apoiando o produtor e garantir que a mesa dos goianos não será desabastecida. Com o apoio e conscientização de todos, venceremos mais esta batalha”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto.

Boas práticas

Entre as medidas a serem adotadas, a primeira é assegurar que as pessoas que estejam nos grupos de riscos – idosos, pessoas que possuem doenças crônicas como diabetes, hipertensão, distúrbios cardiovasculares, insuficiência renal crônica, doença respiratória crônica, ou que tenham contato com elas permaneçam em casa. Além disso, pessoas que apresentem sintomas como febre, tosse ou dificuldade para respirar também não devem participar das feiras.

Uma das principais precauções a serem tomadas neste momento é a higienização frequente de todos os instrumentos utilizados durante a comercialização dos alimentos. O transporte de produtos deve ser realizado em veículos higienizados com sanitizante álcool na concentração 70% ou soluções de água sanitária (10 litros de água para 200 ml de água sanitária) e, durante o trajeto, as janelas devem ser mantidas abertas para circulação de ar. Os balcões, balanças e utensílios também devem ser desinfetados com solução adequada.

Gustavo Martins

Estagiário supervisionado pelo editor Jorge Borges

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