Domingo, 20 de Junho de 2021
20 de Junho de 2021
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Filho de delegado e deputado, Amarildo Pereira está próximo de prisão definitiva

Amarildo Pereira, ex-vereador de Goiânia, está próximo de ser preso.

Supremo Tribunal Federal (STF) teria afastado as últimas chances de recurso; Amarildo Pereira pode ser preso por corrupção e peculato.

Amarildo Pereira, ex-vereador de Goiânia, está próximo de ser preso, já que se esgotaram todas as instâncias para recursos e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve sua condenação. Com a rejeição dos recursos, segundo reportagem do jornal “O Popular”, Amarildo deve ter confirmada a pena de 11 anos de reclusão por desvios no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de servidores da Câmara Municipal de Goiânia. Os esquemas teriam envolvido em situação semelhante a Companhia Municipal de Obras de Goiânia (Comob). A defesa de Amarildo diz que ele jamais será preso e acredita que ocorrerá prescrição.
Amarildo pode ser o primeiro goiano preso por corrupção em casos que já ocorreu o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. As penas somadas chegam aos 11 anos: são sete anos pelos desvios dos aposentados e quatro pelo peculato e formação de quadrilha na Comob.
Amarildo é pai do deputado estadual Humberto Teófilo (PSL) e tenta agora eleger o filho Amarildo Pereira Filho também para a Câmara Municipal de Goiânia. A família de políticos é bastante ativa em eleições, participando de vários pleitos.
Com a atuação de seus advogados, Amarildo já conseguiu reduzir de 14 anos para 11 as penas, após entrar com recurso contra decisão do Tribunal Regional Federal (TRF-1) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os desvios que tiveram a participação do ex-vereador foram flagrados em 2004 e de lá para cá se acumularam as condenações, apesar do político ter conseguido ficar distante da cadeia.

MAIS PROCESSOS

Amarildo Pereira foi também denunciado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) por ter realizado incorporação ilegal de gratificação como servidor público. De acordo com a promotoria, ele incorporou gratificação pelo exercício de cargo de provimento em comissão, devido o tempo de exercício de mandato eletivo.
Segundo o Ministério Público, Amarildo conseguiu a incorporação à remuneração do cargo efetivo a título de estabilidade econômica, que é tida como a maior gratificação paga pela prefeitura por ter exercido cargo em comissão por 14 anos e mandato de vereador por oito anos.

Família de políticos e problemas

Parte da família de Amarildo Pereira e do delegado apresenta histórico de passagens policiais e polêmicas. Uma investigação envolvendo a família apurou o uso de cartões clonados na Bahia por Rodrigo de Menezes Machado, irmão do deputado estadual goiano Humberto Teófilo.
O suposto crime teria ocorrido para pagar despesas durante suas férias em Arraial d’Ajuda e Salvador, na Bahia, segundo o noticiário policial daquele estado.
A investigação diz respeito ao uso de cartões clonados na Bahia por Rodrigo de Menezes Machado, irmão do deputado goiano. O crime teria sido cometido para pagar despesas em Arraial d’Ajuda e Salvador.
Conforme noticiário do G1 da Bahia, ao lado da namorada, o irmão do parlamentar aplicou golpe em uma promotora de Justiça do Mato Grosso para comprar passagens e, assim, alugar um conversível para ostentar no réveillon de 2015.

CORRELATA

Candidata do deputado foi presa por furto
Além da família problema, os políticos próximos de Amarildo Pereira e Humberto Teófilo ainda encontram tempo para se envolver com situações polêmicas. Thais Rodrigues (PSL), candidata em Inhumas, por exemplo, foi detida por furto em um comércio do município, segundo registro da Polícia Militar de Goiás (PM-GO).
Ela chegou a confessar a prática após sofrer flagrante: “Fomos acionados via telefone funcional pela vítima que é proprietário do supermercado Maior, o qual teria flagrado nas câmeras do supermercado o momento em que PE-1 operadora de caixa do supermercado subtraiu dinheiro do caixa no qual trabalhava. No local o proprietário do mercado chamou a funcionaria e mostrou as imagens a ela, momento em que ela confessou o furto e entregou o dinheiro e disse ainda que no dia de ontem teria furtado a quantia de R$ 70,00 e hoje R$ 25,00. Diante dos fatos, conduzimos todos ao 1º DP onde foi lavrado o Auto de Prisão em flagrante pelo crime descrito no artº 155 do CPB”.
O deputado delegado apoia Thais nas redes sociais, em material de campanha.

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