Quinta, 17 de Junho de 2021
17 de Junho de 2021
Publicidade

Filiação de Mendanha ao Republicanos seria um “tapa na cara” de Daniel Vilela

Por motivos de ressentimento pessoal, prefeito de Aparecida não aceita composição do MDB com Caiado e vai deixar o partido se isso acontecer

Crescem as especulações no meio político, a partir do meio político de Aparecida, de que o prefeito Gustavo Mendanha poderá se filiar a outro partido para disputar a eleição de governador pela oposição em 2022, caso o MDB faça opção por participar de aliança com o DEM, em torno da candidatura à reeleição do governador Ronaldo Caiado.

Desde já, o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, é o mais cotado para figurar como vice na chapa de Caiado. Segundo as informações com origem na cidade, o PSDB e o Republicanos são as alternativas mais cogitadas para que uma delas seja a nova opção partidária de Gustavo Mendanha para se filiar.

Mudança de partido para viabilizar candidaturas é prática corriqueira no Brasil e acontece em todos os níveis da política nacional. O maior exemplo da atualidade é o do presidente Jair Bolsonaro, que após ter sido eleito pelo PSL em 2018, se desfiliou do partido do deputado Luciano Bivar (PE). E a menos de sete meses para a chegada de 2022, o ano das eleições, Bolsonaro continua sem filiação.

No Brasil, é considerado feio e imoral mudar de time no futebol para torcer. Deixa um flamenguista anunciar que por algum motivo passou a torcer para o Vasco da Gama ou para o Fluminense; ou um vilanovense proclamar decisão de trocar o Tigrão pelo time da Serrinha, ou para o Atlético Goianiense, para ver o que acontece.

Na política, o cidadão pode mudar de partido à vontade, mas é preciso ter alguns cuidados, como, por exemplo, o de não ir para partido considerado inimigo da sigla que está deixando. Por isso, o prefeito Gustavo Mendanha pode até se filiar a outro partido, como o PSDB, por exemplo, sem que haja nenhum problema. Mas se optar por se filiar ao Republicanos do prefeito Rogério Cruz, muito provavelmente o seu gesto seria considerado como um “tapa na cara” de Daniel Vilela e de toda a família do ex-prefeito e ex-governador Maguito Vilela, morto em janeiro por complicações da Covid-19.

Não custa lembrar que foi Maguito quem convidou o então vereador Rogério Cruz, em 2018, para ser vice na sua chapa. Depois, em decorrência da fatalidade ocorrida, Rogério virou prefeito da Capital para os quatro anos.

Sentindo-se com o espaço cada vez mais encurtado na equipe de auxiliares do prefeito, os emedebistas romperam com ele. Agora, se Gustavo Mendanha – que tanto fala de lealdade a Daniel, a quem chama de “irmão”, e à memória de Maguito – trocar o MDB exatamente pelo Republicanos, o partido do prefeito que não demonstrou qualquer empenho para manter os emedebistas na sua equipe, estaria colando em sua testa sabe-se lá por quanto tempo o título de desleal. Se for para qualquer outro partido, poderá até ser compreendido, mas, para o Republicanos, jamais.

Compartilhe este post: