Terça, 18 de Maio de 2021
18 de Maio de 2021
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Fracassa 1º teste prático para as parcerias entre Aparecida e Goiânia

Depois de encontro para anunciar trabalho em conjunto, Gustavo Mendanha e Rogério Cruz seguem caminhos diferentes no combate à pandemia

Depois que o prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha decidiu não adotar as recomendações da nota técnica do governo do Estado aos municípios, tornando mais rígidas as medidas de prevenção sanitária face ao novo coronavírus, e o prefeito Rogério Cruz foi no sentido contrário, acatando integralmente  as diretrizes do parecer, a pergunta que não quer calar é uma só: o que aconteceu com a proposta de parcerias que os dois prefeitos desfraldaram ao anunciar, há poucos dias, que iriam trabalhar em conjunto e, especialmente, com soluções comuns para a área de Saúde?

O enfrentamento à 2ª onda da Covid-19 representou uma espécie de teste para as intenções dos dois gestores de caminhar lado a lado, desenvolvendo um entrosamento entre as duas administrações municipais que se mostrasse favorável para Aparecida e Goiânia, no final. 

Pois é, o 1º teste fracassou. O prefeito Rogério Cruz, cidade que proporcionalmente à população tem bem menos casos da nova doença do que a vizinha Aparecida, resolveu adotar na íntegra a nota técnica da Secretaria estadual de Saúde, tornando as medidas de prevenção sanitária mais rígidas na capital. Já o prefeito Gustavo Mendanha refugou a nota técnica e, ao contrário do seu colega, até relaxou ainda mais as normas de funcionamento do comércio e de permissão para aglomerações de qualquer natureza. 

Com Gustavo Mendanha recusando-se a uma postura de endurecimento, obviamente para fugir de desgastes políticos, Aparecida acabou entrando em choque com o rumo escolhido por Rogério Cruz. A partir desta semana, algumas situações estranhas devem surgir. Uma delas é a respeito do transporte coletivo, que tem dezenas de linhas unindo as duas cidades. Pela nota técnica, que Goiânia vai seguir, passageiros em pé ficam proibidos, o que, em Aparecida, continua liberado.

E aí? Um ônibus que sai lotado de Aparecida, não só com usuários sentados e sim também em pé, terá que parar antes de ingressar no perímetro urbano de Goiânia e despejar quem não está acomodado nos bancos? Não tem sentido. E é só uma amostra das complicações que virão, caso Aparecida mantenha a resolução de não seguir a nota técnica que, na capital, bem ao lado, vai ser obedecida integralmente a partir de agora.

A parceria entre as duas prefeituras, como previu esse jornal, não passou de um discurso de marketing, que, além de não ter nenhuma agenda para o desenvolvimento de projetos reunindo a 2º cidade mais populosa do Estado e a capital, não resistiu à 1ª experimentação, justamente em um assunto delicado e do maior interesse para os moradores de ambos os municípios como é a luta contra o novo coronavírus.

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