Quarta, 03 de Março de 2021
03 de Março de 2021

Goiânia já tem mais de 60 mil vacinados contra a Covid-19

Campanha iniciada em janeiro contempla profissionais da saúde e idosos de diferentes grupos

Desde o início da vacinação contra a Covid-19, em janeiro, Goiânia já aplicou 60.533 doses do imunizante. O balanço da vacinação se mostra positivo, ultrapassando as expectativas iniciais. De acordo com o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, a expertise do município na organização das campanhas de vacinação é de notório conhecimento, capacidade se mostra também na estratégia de imunização contra a Covid-19. “Poucas capitais brasileiras possuem uma estrutura semelhante à que temos em Goiânia”, diz.

O Plano Estratégico de Vacinação para a capital foi apresentado em janeiro, norteando as ações para a execução da Campanha Nacional de Vacinação com a imunização focada nos grupos estratificados pelo Ministério da Saúde. A estratégia segue as orientações contidas no “Informe Técnico da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19”, do MS, e na “Nota Informativa Nº: 2/2021 – orientações para a execução da campanha de vacinação contra a Covid-19 no estado de Goiás”.

Em 20 de janeiro, teve início a aplicação das 30.160 doses iniciais da Coronavac. A definição do púbico alvo considerou critérios de exposição à infecção, maiores riscos para agravamento e óbito pela doença. Assim, a primeira fase da campanha estabeleceu a imunização dos trabalhadores de saúde e idosos residentes em instituições de longa permanência. O município possui cerca de 77.383 pessoas do primeiro grupo e 780 do segundo.

No dia 26 do mesmo mês, foram recebidas mais 23.055 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca. A remessa foi destinada aos trabalhadores de saúde atuantes nos Hospitais; Unidades de Pronto Atendimento (UPAs): Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate); Unidades Básicas de Saúde (UBSs); Consultórios/ Laboratórios.

No total, então, somente em janeiro, foram recebidas 53.215 doses, considerando as vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca. Até agora, são 51.225 pessoas imunizadas do primeiro grupo (trabalhadores de saúde e idosos institucionalizados). A aplicação da segunda dose tem início na próxima segunda-feira (15/2).

Plano Municipal de Vacinação contra a COVID-19 para idosos

O Plano Municipal de Vacinação contra a Covid-19 para idosos ampliou o grupo de imunização e foi apresentado no dia 8 de fevereiro, após o recebimento de mais 46.160 doses da vacina Coronavac. Delas, 30.160 foram direcionadas à aplicação da segunda dose nos grupos contemplados em janeiro. Outras 16 mil se destinaram à imunização dos idosos acamados de 60 anos ou mais, além de pessoas com idade a partir de 85 anos. Contando com as remessas de janeiro, Goiânia recebeu, então, 99.375 doses.

A campanha começou pelo primeiro grupo, por meio de agendamento. O procedimento para idosos atendidos pelo programa de Estratégia de Saúde da Família e sistemas homecare ficou a cargo dos programas. Já no primeiro dia, 506 idosos receberam a dose da vacina, o que corresponde a mais de 16% do esperado de 3 mil pessoas do grupo.

“Mesmo com todos os desafios logísticos que uma vacinação domiciliar impõe, conseguimos superar nossas expectativas para o primeiro dia”, comemora Polyana Braga, gerente de Imunização da SMS. Os idosos com 85 anos ou mais começaram a ser vacinados em 10 de fevereiro, sem a necessidade de agendamento. A divisão do grupo se deu por ordem alfabética para recepção em sete pontos fixos e mais dois drives-thru. “A estratificação e distribuição entre os postos visa evitar aglomerações e formação das filas de espera”, explicou o secretário Durval Pedroso.

Até 11 de fevereiro, foram contabilizadas 9.308 imunizações (idosos acamados com mais de 60 anos e idosos maiores de 85 anos). No sábado (13/2) a SMS dá prosseguimento ao Plano Municipal de Vacinação Contra a Covid-19 para os idosos acamados com mais de 60. As equipes atenderão aos agendamentos feitos através da Central Humanizada de Orientações da Covid-19, Estratégia de Saúde da Família e homecare.

Capacidade técnica

Goiânia possui ampla Rede de Frio com mais de 70 câmaras científicas espalhadas pelas salas de vacinação, além de uma câmara frigorífica de 69 m³ na sede da Secretaria de Saúde (SMS), no Paço Municipal. Cada câmara científica tem capacidade de 430 litros e pode conservar cerca de 34 mil doses (10 vezes mais do que as geladeiras convencionais). Além disso, possui dispositivo contra surto (DPS) que mantém a tensão estável, evitando oscilações, além de uma bateria que pode manter a temperatura ideal por até 48 horas, caso falte energia.

Já a câmara frigorífica consegue armazenar sozinha aproximadamente quatro milhões de doses de vacinas, dependendo do tamanho do frasco. Possui um gerador de energia em caso de emergência e é monitorada por plantonistas. Todas possuem ainda alarmes sonoros e aviso com ligação telefônica direta nos celulares cadastrados, acusando qualquer parâmetro fora do adequado como temperatura, porta aberta ou energia elétrica. Tal estrutura faz com que Goiânia tenha capacidade para receber e distribuir com segurança as doses da vacina contra a Covid-19.

“Essa estrutura nos dá grande tranquilidade para recebermos as vacinas contra Covid-19 sem risco de perda”, afirma o secretário Durval Pedroso. Segundo ele, a capital tem capacidade para imunizar, de forma segura, 30 mil pessoas por semana.

Números

  • 30.160 doses da Coronavac (primeira remessa em janeiro)
  • 23.055 doses da Oxford/AstraZeneca (primeira remessa em janeiro)
  • 46.160 doses da Coronavac (segunda remessa em fevereiro)
  • 99.375 total de doses recebidas em Goiânia
  • 51.225 pessoas do primeiro grupo receberam a primeira dose (trabalhadores de saúde e idosos institucionalizados)
  • 9.308 idosos acamados com mais de 60 anos e idosos com mais de 85 anos receberam a primeira dose (até dia 11 de fevereiro)
  • 60.533 total de pessoas que já receberam a primeira dose da vacina em Goiânia
  • Dia 15/2 tem início da aplicação da segunda dose da vacina no primeiro grupo (trabalhadores de saúde e idosos institucionalizados).

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