Aparecida

Guarda Civil Municipal de Aparecida fará manifestação na próxima quarta-feira em frente à prefeitura

Presidentes de entidades que representam a Guarda Civil Municipal (GCM) de Aparecida se reuniram na manhã de sexta-feira, 12, para alinharem os passos das próximas ações que reivindicam os direitos trabalhistas da GCM.

Os líderes formalizaram uma minuta mediante ofício que se refere a um Projeto de Estruturação Física da GCM e que o mesmo seja incluído no orçamento de 2022 do Poder Executivo. Nesta minuta não está contida nenhuma das reivindicações de dívidas que a prefeitura tem com a categoria. Uma manifestação está marcada para o próximo dia 17 de novembro, quarta-feira,  em frente a prefeitura no Complexo Administrativo, a partir das 7h30 da manhã.

O inspetor Amâncio, presidente da Associação  Municipal  de  Proteção  aos  Inspetores e Guardas Civis (AMPIGUC), explicou que na manifestação começará a ser discutida a inclusão no orçamento de 2022 o que a prefeitura deve pagar ao guarda civil.

É lamentável o poder público municipal não reconhecer o direito do servidor”

O presidente da AMPIGUC disse que a categoria luta para que a prefeitura de Aparecida reconheça as dívidas, a exemplo da data base e plano de carreira, e que sejam incluídos recursos financeiros no orçamento de 2022, para pagar, ainda que parcialmente, as pautas devidas. Segundo ele, agora o foco de todas as entidades classistas é a inclusão no orçamento.

“Até o momento o prefeito sequer respondeu a nossa comunicação feita por todas as entidades classistas unidas. Na minuta do orçamento não tem previsão de pagamento de nenhuma das dívidas devidas ao servidor. Continua tudo judicializado, a prefeitura não faz acordo, porém a jurisprudência reconhece o pagamento de tudo aquilo que estamos pleiteando. É lamentável o poder público municipal, sabendo que é devido e vai perder os processos, não paga; talvez para ganhar tempo, não reconhece o direito do servidor”, retalhou.

O Inspetor Amâncio esclareceu que todas as formas de trabalhar e discutir são republicanas e que não são ilegais. “Não faltamos respeito com ninguém. Acho que a falta de respeito é só o fato de que o prefeito não responde nada do que nós questionamos e não atende a categoria sequer para discutir o assunto. Reivindicam de forma respeitosa”, expressou. (A.P.A.)

Ficamos constrangidos porque prestamos um serviço de qualidade”

Associação dos Guardas Civis do Estado de Goiás (AGC-GO), na pessoa do seu presidente, Comandante Jeferson Santana, manifestou que houve várias tentativas de aproximação com o Poder Executivo para que fossem cumpridos, plano de carreira, data base e quinquênio. “Muitas reuniões foram feitas sem sucesso. Por último, oficializamos, mas sem nenhuma palavra expressa do Poder Executivo. Ficamos constrangidos porque prestamos um serviço de primeira qualidade para toda sociedade aparecidense e o prefeito não nos recebe”, lamentou.

Conforme Santana, desde quando o prefeito Gustavo Mendanha assumiu, ele não deu nada para a Guarda. Disse que os armamentos foram doados e o fardamento veio de emenda parlamentar. Hoje as regionais existentes foram construídas pelo próprio guarda civil. “Inclusive a Terceira Regional está sendo construída pela Guarda Civil e os comerciantes. Então, em contrapartida, o Poder Executivo não está fazendo nada para a corporação. E ainda, há mais de 8 guardas civis aprovados no último concurso que aguardam serem chamados, estes também estarão na manifestação de quarta-feira dia 17”, colocou. (A.P.A.)

 

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