Saúde

HGG assume confecção de máscaras de proteção

Aumento de 1.217% no valor do EPI leva unidade do Governo de Goiás a comprar os insumos e terceirizar sua produção

O Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), em meio à pandemia do novo coronavírus, resolveu confeccionar as máscaras de proteção utilizadas na unidade de saúde do Governo de Goiás. Ao verificar o aumento de 1.217% no valor da máscara, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), organização social que faz a gestão do hospital, optou por comprar os insumos e terceirizar a confecção do Equipamento de Proteção Individual (EPI).

De acordo com o diretor administrativo do HGG, Alessandro Purcino, um parecer prévio foi solicitado para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que analisou a amostra dos insumos de acordo com as normas da Vigilância Sanitária e Anvisa. “Após essa verificação, com um retorno positivo, demos continuidade no processo de compra dos materiais”, afirma Alessandro.

Ele enfatiza que os insumos irão garantir a confecção de 60 mil máscaras. Até o momento, já chegaram ao HGG 23.800 unidades, que são distribuídas aos profissionais de saúde e pacientes da unidade. “Foi realizado um contrato de confecção de 36 mil mascaras por mês. O primeiro lote está sendo produzido, com entrega de 50% do quantitativo”, explica o diretor.

As máscaras comercializadas não são estéreis e, com esse novo processo, será possível esterilizar os EPIs antes do uso pelos colaboradores e pacientes do HGG. As máscaras são encaminhadas à Central de Materiais e Esterilização (CME) e, após esse processo, distribuídas nos postos de trabalho. “É um passo a mais. As máscaras normais não chegam esterilizadas, e essa ideia de fazer esse procedimento no hospital traz mais segurança para todos”, garante Alessandro.

Gustavo Martins

Estagiário supervisionado pelo editor Jorge Borges

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