Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Hospital municipal tem histórico de desonestidade com funcionários

Não é a primeira vez que casos de atraso de salários vêm à tona. No fim de janeiro deste ano, outros prestadores de serviço denunciaram à imprensa local que já ficaram até três meses sem receber o pagamento integral. Na época, a unidade havia recebido pacientes de Manaus para tratar da Covid-19. Aos prantos, uma dessas prestadoras de serviço, que não quis se identificar, destacou que realizou denúncias em vários órgãos, mas que o problema persistia. “Inclusive, após a divulgação na imprensa, ainda assim a gente continua sem receber. E agora eram dez leitos para os pacientes de Manaus, eles abriram mais dez e contrataram uma nova equipe para atender mais esses dez leitos. Sem pagar, já está desse jeito. Agora contratando nova equipe, não sei como vão fazer”, reclama.

A profissional de saúde expôs à imprensa a desorganização da direção hospitalar na época. Na oportunidade, a profissional disse que a emergência estava fechada para reformas e que pacientes com suspeita de Covid-19 se aglomeravam com outros sem suspeita da doença na recepção buscando atendimento, além de a unidade ter recebido pacientes de Manaus para o tratamento da Co-vid-19. “A gente está sendo uma esperança para as pessoas e, assim, não tem como ser essa esperança”, frisou. À época, a Prefeitura de Aparecida se justificou afirmando que todos os repasses de recursos ao IBGH estavam em dia, que estava fiscalizando o cumprimento do contrato e que iria apurar a denúncia de falta de pagamento aos médicos. O IBGH, por sua vez, ressaltou que recebia os repasses destinados à verba de custeio oriundos da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia e que cumpria com suas obrigações para com os funcionários sob regime da CLT em tempo e todos os meses.

Procurada pela equipe de reportagem do DA, a profissional disse que pediu desligamento da empresa e que conseguiu receber os salários atrasados, porém entrou na Justiça contra a OS por danos morais. “Por conta da irresponsabilidade deles, eu acabei adoecendo e tomando um monte de remédio de doido”, desabafou.

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