Economia

Indústria goiana avança 2,8% em agosto

Esse é o quarto mês consecutivo de crescimento, segundo IBGE

Variação é comparativa ao acumulado nos últimos doze meses. Mesmo com pandemia, desenvolvimento econômico de Goiás demonstra números positivos, impulsionado pelas ações do governo Ronaldo Caiado, com destaque para o incentivo fiscal diferenciado, de até 98%, para investimentos nas regiões mais vulneráveis, como Norte, Nordeste e Entorno do Distrito Federal

A indústria de Goiás continua em expansão. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (08/10). O setor industrial do Estado teve crescimento de 2,8% no mês de agosto na variação que considera os últimos doze meses.

Esse percentual coloca Goiás na segunda posição entre os Estados pesquisados pelo IBGE. Das 15 unidades federativas avaliadas, apenas duas apresentaram resultados positivos – Goiás e Rio de Janeiro (4,1%). No cenário nacional, os números não são bons. Em agosto, a indústria brasileira sofreu retração de -5,7% tendo em vista a evolução do setor nos últimos doze meses.

Além de driblar as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e continuar a se expandir ao se considerar os números de 2019, a indústria goiana, alavancada pelas ações do Governo de Goiás, tem apresentado crescimento mês a mês em 2020. A pesquisa do IBGE também demonstrou que o setor avançou 1,2% em agosto na comparação com julho.

O crescimento industrial deve vir acompanhado da geração de emprego e renda, sobretudo nas regiões mais vulneráveis do Estado. Dentro dessa política pública, o governador Ronaldo Caiado criou um programa de benefícios fiscais voltado à instalação de indústrias em municípios considerados prioritários, segundo o Índice Multidimensional de Carência das Famílias Goiás (IMCF).

De acordo com o governador, não é razoável aceitar que coexistam dentro do mesmo território dois Estados diferentes: um com maior renda e outro com baixa renda e sem oportunidade de emprego. “Precisamos igualar e tratar da mesma forma os 7,2 milhões de goianos”, destaca. O Norte e Nordeste, além do Entorno do Distrito Federal, integram o projeto que oferece até 98% de incentivo fiscal às empresas e indústrias que investirem nessas regiões. “Essa é a nossa visão, é ampliar cada vez mais para que possamos ter emprego, renda e termos cidadania. Esse é o processo a se construir, essa é a dinâmica a ser feita no nosso Estado.”

Titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Adonídio Neto avaliou os resultados do IBGE e voltou a indicar que as ações realizadas pelo Governo de Goiás, por meio da SIC, vão garantir que o Estado seja o primeiro a sair da crise provocada pela pandemia. “O governo tem foco nesse momento na recuperação das empresas, sobretudo as micro e pequenas; na geração de empregos e na regionalização do desenvolvimento. A atração de investimentos começa a mostrar resultados positivos”, diz o secretário.

Goiás bem em todos os cenários
Os números da indústria goiana também indicam resultado positivo de 3,1% na comparação de agosto de 2020 com o mesmo período de 2019, o que dá ao Estado a quarta colocação, atrás do Pernambuco (10%), Ceará (5,3%) e Rio de Janeiro (4%).

Já na pesquisa que avalia o acumulado do ano, de janeiro a agosto, Goiás também registrou crescimento de 1,8%. Nesse cenário o Brasil recuou -8,6%.

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