Quinta, 17 de Junho de 2021
17 de Junho de 2021
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Jânio Darrot: “Falta coragem a Mendanha para renunciar ao cargo e se candidatar”

Pré-candidato a governador pelo Patriota diz que o prefeito de Aparecida pode sair do MDB estimulado pelo ex-governador Marconi Perillo e garante que ele vai “virar pó” sem o poder da caneta

O empresário Jânio Darrot, ex-prefeito de Trindade e pré-candidato a governador pelo Patriota, diz não acreditar em um eventual projeto eleitoral majoritário do prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha. “Hoje, ele está em alta por conta do recall de uma eleição que acabou de ocorrer”, avalia, em entrevista ao Jornal Opção On-line. “Em março do ano que vem, Mendanha – caso deixe a prefeitura –, além de ficar sem o poder da caneta, deixará na sua cadeira um vice [Vilmar Mariano] que suscita dúvidas no mundo político se será aliado ou adversário.”

Jânio Darrot avalia que a pré-candidatura do prefeito de Aparecida tende a perder força com a aproximação entre Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, e Caiado. “As sucessivas derrotas dos emedebistas nas eleições ao governo forçam a legenda a compor com o governador Ronaldo Caiado na busca por espaço e pela sobrevivência política”, disse o ex-prefeito ao Jornal Opção Online. O empresário também descarta ser vice em uma chapa encabeçada por Mendanha.

Para ele, o grande desafio do prefeito de Aparecida de Goiânia ainda está por vir, mais precisamente em março, quando teria que se desincompatibilizar do cargo para viabilizar sua candidatura. Segundo Jânio Darrot, a pré-candidatura de Mendanha ao Palácio das Esmeraldas está sendo “insuflada” pelo ex-governador Marconi Perillo e pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel.

 

“Pesquisas mostram que Goiás não quer a volta ao passado”

 

Na entrevista ao Jornal Opção, Jânio Darrot diz que só deixa o Patriota se Jair Bolsonaro e seu grupo optarem por não lançar candidato ao Palácio das Esmeraldas em 2022. O presidente da República sinalizou na semana passada para uma possível filiação ao Patriota, que vive uma guerra interna dentro do diretório nacional com o iminente embarque de Bolsonaro e seu grupo.

A possibilidade de a sigla não lançar candidato em Goiás é real, caso os bolsonaristas assumam o comando do Patriota. O presidente é aliado de Ronaldo Caiado (DEM), o que pode empurrar a sigla a apoiar a reeleição do governador. Tal variável está no mapa de decisões de Darrot, que a partir de setembro passa a percorrer o Estado para fortalecer seu nome.

No entanto, o ex-prefeito de Trindade diz que está alinhado com o presidente da República. “O Brasil precisa da reeleição do Bolsonaro”, diz ao enumerar uma série de ações positivas do governo federal. “A economia está retomando. Existe uma expectativa de melhora por parte da população e o governo sinaliza que vai investir ainda mais em políticas sociais”, diz o empresário ao Jornal Opção.

Darrot rasga ainda mais elogios ao presidente quando cita as ações do governo federal para os municípios, principalmente sobre investimentos para o combate à pandemia. “Além de descentralizador, ele cumpriu com os prefeitos. Em Trindade, fizemos muito para a saúde, com contratação de profissionais, compra de medicamentos e muitas obras”, lembra. Ainda sobre a sucessão presidencial, Darrot descarta apoiar uma candidatura do governador de São Paulo, João Doria. O ex-prefeito diz que não concorda com a atuação política do tucano, que já o conhece desde quando era filiado do PSDB e acrescenta: “Não é esse tipo de política econômica que o Brasil precisa.”

Nas conversas com aliados políticos, Darrot tem dito que quer se apresentar como pré-candidato ao governo do Estado com perfil diferente daqueles que ocuparam o poder recentemente, referindo-se, por exemplo, a Marconi Perillo, a quem foi aliado até o início deste ano. O governadoriável do Patriota tem visto pesquisas que mostram que a população goiana não aprova a “volta ao passado”, ou seja, a eleição de um nome, por exemplo, do PSDB, como os de José Eliton e de Marconi Perillo.

Nesse contexto, o ex-prefeito abomina alianças eleitorais “viciadas”, apenas com um “verniz novo”, mas sem “legitimidade e credibilidade” junto aos diversos segmentos da sociedade. Assim, PSDB e MDB estariam descartados para uma eventual campanha à sucessão estadual, na visão do pré-candidato. (H.L.)

 

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