Quinta, 15 de Abril de 2021
15 de Abril de 2021

Laboratórios privados de Goiás ainda não têm previsão para compra de vacinas contra a Covid- 19

Até o momento, toda a campanha de imunização no País está sob responsabilidade do Poder Público

“Nenhuma empresa da iniciativa privada está autorizada a adquirir vacinas contra a Covid-19”. Essa foi a afirmação do presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás (Sindifargo), Marcelo Perillo. Em entrevista exclusiva ao Diário de Aparecida, no sábado,6, o presidente relatou que até o momento, não existe autorização para que as indústrias privadas possam comprar doses de imunizantes contra o novo coronavírus. 

Perillo explicou que, assim como outros laboratórios do Brasil, os laboratórios do Estado de Goiás também têm interesse em comprar a vacina para aplicar em todos os seus colaboradores, da mesma forma que já acontece anualmente com a vacina da gripe H1N1. “Nós acreditamos que assim que houver produção suficiente para atender os pedidos do setor público, será autorizada a aquisição pelo setor privado. Ainda não tem produção suficiente para atender os dois setores. Por enquanto, toda a campanha de imunização está sob responsabilidade do poder público. Nenhuma empresa da iniciativa privada está autorizada a adquirir a vacina”, lembrou o presidente. 

Empresas em Goiás 

Atualmente existem no Estado de Goiás, 60 empresas com mais de 22 mil empregos diretos e outros tantos indiretos, colocando o polo farmacêutico entre os mais conhecidos do Brasil. No momento, a única empresa que possui atividade fabricante para vacinas ou algum tipo de movimentação para produzir a vacina contra a Covid- 19, é a União Química, em Brasília. 

A farmacêutica fechou uma parceria para transferência tecnológica para produção da vacina Russa Sputnik V, mas até o momento não se sabe, se o registro e autorização de fábrica já foi concedido  para a implantação de fabricação da indústria em Brasília.

A vacina Sputnik V contra a Covid-19, desenvolvida pela Rússia, revelou uma eficácia de 91,6% contra as formas sintomáticas da doença, segundo resultados publicados no último dia 2 de fevereiro, na revista médica The Lancet e validados por especialistas independentes.

Produção de medicamentos 

“Muitas empresas de Goiás investem em pesquisa e desenvolvimento farmacêutico para melhorar a vida dos brasileiros, algumas com inovações incrementais , porém não é fácil vencer as barreiras regulatórias da Anvisa e de outras agências de países membros da Práticas Integrativas Complementares (PIC’s), enfatizou o presidente do Sindifargo. 

Segundo Perillo, a maior barreira para o investimento na pesquisa está na regulação do preço feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O arcabouço legal está bastante defasado frente à realidade nacional, não permitindo que as empresas que investem em pesquisas tenham possibilidade de retorno dos seus investimentos através da venda de seus produtos. 

“A CMED concede preços que não compensa fazer inovação, temos que mudar isso para que tenhamos um ambiente favorável para investir em pesquisa e desenvolvimento de novas formas farmacêuticas. As empresas goianas têm como fazer tecnologia e Know how”, encerrou o presidente do Sindifargo.

Por Redação

Foto: Divulgação

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