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Levantamento revela que mais de 1 milhão de goianos não procuraram os postos de vacinação

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) revela que mais de um milhão de goianos já poderiam ter sido vacinados contra a Covid-19, mas não procuraram os postos de imunização. Por conta deste dado, o Estado pretende promover um Dia “D” de repescagem para conseguir avançar neste sentido, informou o secretário da pasta, Ismael Alexandrino, na última sexta-feira, 17, em entrevista à Rádio CBN Goiânia.
Ismael relatou que a estratégia para convencer a parcela da população a se imunizar está sendo traçada. “Temos ainda um quantitativo próximo de 200 mil pessoas que não se vacinaram com a segunda dose. Ainda temos um movimento muito antigo de negacionismo de vacinas. Agora isso foi fomentado e criou ânimo com a Covid-19. Por isso pactuamos na quinta-feira, 16, para fazer um dia D de repescagem e estamos definindo a estratégia para buscar e motivar essas pessoas, convencendo, mostrando as evidências de eficácia e segurança. Devemos fazer uma divulgação em massa, mas não temos uma data definida”, diz a CBN Goiânia.
Pesquisa realizada pela SES-GO no sábado, 18, apurou que, referente à primeira dose, foram aplicadas 4.520.713 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 2.330.383 pessoas. Esses dados são preliminares e coletados no site Localiza SUS do Ministério da Saúde.
O titular da pasta ressaltou que a tendência é que não falte imunizantes para o Estado até o fim do ano. “Segundo o cronograma que nos foi passado pelo Ministério da Saúde sobre entrega de vacinas, a tendência é que não falte, porque tem remessas contratadas até o fim do ano em quantitativo suficiente para fazer a segunda dose também.”
Na entrevista, Alexandrino frisou que a queda na quantidade de internações de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) voltados ao tratamento da Covid-19 no Estado ocorreu em decorrência da expansão da vacinação, assim como a diminuição na quantidade de infectados e mortos em decorrência da doença. Até ontem, 19, a taxa de ocupação de leitos de UTI’s em Goiás estava em 52,97% com 23.134 óbitos.

Adolescentes
No dia 15 deste mês, o Ministério da Saúde recomendou que a vacinação da faixa etária entre 12 e 17 anos fosse suspensa, e que, apenas adolescentes com deficiência permanente, comorbidades, ou jovens privados de liberdade recebessem o imunizante. A pasta alegou que a maioria dos adolescentes sem comorbidades não sofre de casos graves da doença, e que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estariam claramente definidos.
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou, por meio de nota, nesta quinta-feira, 16, que manterá a aplicação da vacina contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos por ordem decrescente de idade no Estado. A confirmação veio após a recomendação do Ministério da Saúde em suspender a aplicação do imunizante de pessoas dessa faixa etária sem comorbidades. “Em Goiás, por enquanto, a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, por ordem decrescente de idade, segue sem alterações, ou seja, não há suspensão da aplicação da vacina Pfizer na população deste grupo etário no Estado”, afirmou. Segundo balanço da pasta, até às 11h23 da última quarta-feira, 15, 925 pessoas goianas abaixo de 18 anos já receberam a primeira dose e 175 a dose única.
O comunicado reiterou que, neste momento, é priorizada a vacinação de adolescentes que apresentam deficiência permanente, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, adolescentes gestantes e puérperas, e, em seguida conforme disponibilidade de doses, está permitido o avanço da imunização para adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. “Assim, até o momento, é priorizada a vacinação de: adolescentes que apresentam deficiência permanente; adolescentes cumprindo medidas socioeducativas; adolescentes gestantes e puérperas; e, em seguida conforme disponibilidade de doses, está permitido o avanço da vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades por ordem decrescente de idade”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira, 16, que não há evidências que sustentem mudanças nas recomendações previstas para uso da vacina da Pfizer em adolescentes. De acordo com a agência, os dados disponíveis sobre a morte de uma adolescente de 16 anos, do estado de São Paulo, após uso do imunizante não são suficientes para estabelecer que a vacina tenha causado o óbito.

 

Morte de adolescente não foi causada por reação a vacina

A morte de uma adolescente de 16 anos, investigada pela Anvisa como possível reação à vacina da Pfizer, não teve relação com o imunizante. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, uma doença denominada “Púrpura Trombótica Trombocitopênica” (PPT) foi a causa do óbito.
“A PTT é uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há nenhum relato técnico até o momento que aponte este quadro como evento adverso pós-vacinação após primeira dose de uma vacina contra COVID-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer”, diz a nota, que foi publicada na sexta-feira, 17.
Ainda de acordo com a Secretaria, a análise foi feita por 70 profissionais. “As vacinas em uso no país são seguras, mas eventos adversos pós-vacinação podem acontecer. Na maioria das vezes, são coincidentes, sem relação causal com a vacinação. Quando acontecem, precisam ser cuidadosamente avaliados”, ressalta Eder Gatti a CNN Brasil, infectologista que coordenou a investigação.
Em nota, o Ministério da Saúde informou, na noite de sexta, que “aguarda a conclusão oficial da investigação do caso. Até o momento, a orientação para vacinação apenas em adolescentes com comorbidades se mantém.” (Por Eduardo Marques / jornalismo@diariodeaparecida.com)

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