Sexta, 07 de Maio de 2021
07 de Maio de 2021
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Lideranças aparecidenses que vão apoiar a reeleição de Caiado já estão em campo

Partidos que foram cooptados pelo prefeito Gustavo Mendanha, à custa de cargos na prefeitura, terão o comando municipal trocado

A um ano e sete meses das eleições de outubro de 2022, os partidos que integram a base aliada do governo do Estado vão se reestruturar para dar sustentação eleitoral ao projeto de reeleição do governador Ronaldo Caiado em Aparecida – o segundo maior colégio eleitoral do Estado, à frente de Anápolis e perdendo apenas em número de votos para Goiânia. Em 2018, estavam inscritos 310 mil eleitores. 

A estratégia de partidos caiadistas como DEM, PSC, PTB, Podemos, PMN, PRTB, Cidadania, Avante, Solidariedade, dentre outros, é buscar, em Aparecida, o maior número possível de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa para fortalecer a campanha à reeleição do atual governador.

A maioria desses partidos irá desenvolver também programas para atrair novas filiações para oxigenar seus quadros e dar visibilidade à campanha da reeleição nos pouco mais de 500 bairros de Aparecida, no pleito do ano que vem, principalmente junto a líderes comunitários, religiosos, empresariado, servidores públicos, juventude, mulheres e aposentados. 

“Vamos convocar as lideranças em Aparecida par se juntar a nós nesse projeto de reconduzir Ronaldo Caiado ao governo de Goiás em 2022”, explica Ernesto Roller, secretário estadual de Governo e interlocutor do Palácio das Esmeraldas junto a classe política.

Uma das prioridades dos articuladores do governador será trocar o comando das legendas que apoiam o governo do Estado, mas que, em Aparecida, foram cooptadas com empregos de salários generosos na equipe de Gustavo Mendanha (MDB), após participar da campanha da reeleição do prefeito. Entre os alvos, estão os presidentes do Podemos, Cidadania, Solidariedade, PRTB e PMN, todos no momento usufruindo de benesses na folha de pagamento da prefeitura.

A campanha pela reeleição de Caiado dever ter à frente, em Aparecida de Goiânia, o deputado federal Glaustin da Fokus (PSC); o ex-deputado estadual e presidente municipal do PSC, Ozair José; a ex-candidata a prefeita Márcia Caldas (Avante); a ex-candidata a vice-prefeita e presidente municipal do DEM Carol Araújo; o presidente municipal do PTB, Valter Nogueira; Rodrigo Caldas, presidente do Avante; e o empresário Osvaldo Zilli (pré-candidato a deputado federal, por enquanto sem partido), dentre outras lideranças.

Maior realização do governo é a redução de todos os crimes

Em apenas 2 anos, o governador Ronaldo Caiado provou que desafios antes considerados insolúveis podem, sim, ser enfrentados e resolvidos. O exemplo mais notável é a segurança pública, que hoje chegou a um nível em Goiás jamais sonhado em qualquer época e sem igual em nenhuma outra parte do país. 

Da mesma forma, em Aparecida: todos os índices de violência e criminalidade do município, antigamente elevados, caíram drasticamente. Alguns tipos de ocorrências, como assaltos a bancos, desapareceram. A proteção à mulher é uma realidade, como aconteceu há pouco, quando uma operação da polícia civil prendeu aproximadamente 200 homens suspeitos de violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e outros crimes contra mulheres. Muitos deles, em Aparecida.

Todo dia tem coisas parecidas. A delegada regional de Aparecida Cybelle Tristão calcula que a taxa de elucidação de crimes, na cidade, hoje é de 87%, algo jamais visto antes. Os governantes do passado reclamam, esperneiam, tentam se justificar, mas o fato é que a política de segurança mudou para valer em Goiás. 

E radicalmente. Só para que se tenha uma ideia, o seguro de uma pick-up cabine dupla, sonho de consumo da bandidagem estadual até há pouco tempo, caiu de R$ 16 mil anuais para R$ 6 mil, devido a colossal redução do risco para as companhias vendedoras de apólices para veículos. Os “profissionais” dedicados a esse tipo de roubo ou foram exterminados em confrontos com agentes policiais ou mudaram de profissão ou foram embora para outros Estados, como reza o mote que resume a repressão ao crime em Goiás desde que Caiado assumiu.

Acabar com a violência foi uma das principais promessas de Caiado em 2016, bandeira que teve forte apelo popular, tanto que, em Aparecida, ele ficou em 1º lugar, derrotando Daniel Vilela, do MDB, candidato que teve o apoio do prefeito Gustavo Mendanha, e José Eliton, do PSDB, que era governador na época. 

Ou seja, em Aparecida, Caiado enfrentou duas máquinas, a municipal e estadual, e mesmo assim venceu com folga. Como governador, ele não descuidou da cidade, que tem visitado com frequência para anunciar obras, além de adotar medidas para impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade – em crise desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Por Helton Lenine

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