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Linhas de crédito da GoiásFomento já financiaram mais de R$ 51 milhões para empresários goianos

Cerca de 84% dos recursos foram disponibilizados em linhas emergenciais

Da Redação

O Governo de Goiás, por meio da GoiásFomento, já disponibilizou aproximadamente R$ 43 milhões em linhas de créditos emergenciais, apenas no período da pandemia da Covid-19 (de abril a agosto). O montante equivale a cerca de 84% do total financiado pela agência de janeiro a agosto e já beneficiou 892 empresas de pequeno e médio porte, microempreendedores individuais (MEI) e microempresas nesse período. O recurso, que socorre os empreendedores, contribui para a manutenção de milhares de postos de trabalho.

Somente com as linhas de crédito emergenciais, a GoiásFomento teve um incremento de 95% de aprovação de empréstimos em relação ao mesmo período do ano passado, isso representa R$ 25 milhões a mais para os empreendedores do Estado. No balanço do ano, de janeiro a agosto, a agência de fomento já disponibilizou R$ 51,2 milhões, para um total de 1.109 contratos.

O montante disponibilizado nesses oito meses de 2020 já supera em mais de R$ 20 milhões os recursos de todo o ano de 2019, quando a GoiásFomento liberou R$ 30,3 milhões em financiamentos, para 825 contratos.

O governador Ronaldo Caiado explica que essa ação é para dar suporte, e, neste momento de crise, salvar as pequenas e micro empresas ao facilitar o acesso ao crédito. “Goiás é um Estado que tem um porcentual altíssimo de pequeno e microempresários. Trabalhamos para aumentar a capacidade produtiva desses empreendedores. Vamos fazer com que esse motor que sustenta a economia do país e que gera emprego possa continuar vivo e possa contornar e controlar seu destino”.

O presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar, explica que a previsão de recursos para financiamentos este ano era de R$ 120 milhões, mas a agência conseguiu captar mais R$ 54 milhões, totalizando R$ 174 milhões em oferta de crédito. “Hoje, ainda temos em torno de R$ 124 milhões disponíveis para emprestar”, acrescenta Aguiar.

Facilidades

Uma das vantagens do recurso financiado pela GoiásFomento em relação aos bancos do grande varejo é que o empréstimo é realizado com uma das taxas mais baixas do mercado, ou seja, fica mais acessível aos empreendedores. “Nossa intenção é oferecer ao micro e pequeno empresário, apoio na manutenção dos negócios neste período de crise, e em especial, promover a manutenção dos empregos, seguindo determinação do governador Ronaldo Caiado”, pontua o presidente.

Foi justamente o crédito emprestado pela GoiásFomento que contribuiu com a manutenção de dois funcionários da empresária Larissa Leão. Há dez anos ela possui a Gomad, uma empresa que fornece equipamentos de tradução simultânea e faz a locação dos equipamentos para feiras, congresso, treinamentos e palestras. Com o surgimento da pandemia vários clientes cancelaram os eventos. “Pensamos, meu Deus, o que vai ser nós nos próximos meses”, lembra.

Sua empresa conseguiu R$ 75 mil pela linha de crédito Turismo, com juros de 0,5% ao mês e carência de seis meses. “Pagamos apenas os juros nesses primeiros meses, o que é muito importante. Isso ajudou muito a empresa”, conta Larissa.

A empresária informa que o recurso deu um fôlego para o negócio, pois fizeram o reembolso de todas as contas que tinham para pagar. “Não precisei dispensar nenhum funcionário fixo, meus fornecedores continuaram prestando serviço, sendo pagos na data. Então, foi muito importante a ajuda que tivemos da GoiásFomento”.

Pronampe

Uma das linhas de crédito mais recente da GoiásFomento é do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que começou a ser disponibilizada em setembro. Nela a taxa média de juros que era de 1,29% ao mês foi reduzida para 3,25% ao ano que corresponde a 0,27% ao mês.

Em todas as linhas de crédito da agência a taxa de juros reduzida é uma característica comum, aliada a prazos maiores para o pagamento e carência mais alongada. Na linha de financiamento de Turismo, por exemplo, que já emprestou mais de R$ 10 milhões, o prazo de pagamento chega a 60 meses. Já a carência para a quitação da primeira parcela pode chegar a 12 meses.

Para Rivael Aguiar, em meio a pandemia, a GoiásFomento tenta ao máximo desburocratizar para os empresários na hora de fazer o financiamento. Na linha do Pronampe, por exemplo, não está sendo exigida as certidões negativas. “Temos buscado facilitar o acesso ao crédito, que tem sido muito importante para as microempresas. Enquanto vários bancos do varejo fecharam as portas, a GoiásFomento faz o contrário, recepcionou os microempresários”.

 

Gustavo Martins

Estagiário supervisionado pelo editor Jorge Borges

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