Quarta, 21 de Abril de 2021
21 de Abril de 2021
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Marketing vende uma gestão moderna, mas acúmulo de problemas mostra atraso

Aparecida, município vendido pelo marketing da prefeitura como diferenciado e tocado pelo prefeito Gustavo Mendanha como um dos melhores administradores do Estado, está na vala comum das gestões que não cumprem suas obrigações, hoje, infelizmente, a maioria em Goiás.

Um levantamento realizado pelo jornal O Popular junto ao CAUC   mostrou que apenas 8 dos 246, municípios goianos estão em situação fiscal regular. Isso significa que, atualmente, 96,7% das cidades goianas não conseguem ter acesso a recursos federais, entre elas Aparecida, seja por meio de transferências, financiamentos com bancos públicos ou emendas orçamentárias parlamentares, em função com pendências com a União.

O CAUC monitora 15 itens, que, em resumo, expressam a qualidade da administração fiscal e financeira de um ente do Poder Público. Aparecida deixou de cumprir 8 das exigências da lista, algumas, vale lembrar, meramente formais. Como, diante dessas pendências, não consegue as certidões negativas necessárias, o município é incluído na coluna dos que têm a ficha suja em matéria de regularidade perante a Secretaria do Tesouro Nacional.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Gustavo Mendanha revelou que Aparecida está à beira do colapso financeiro porque não recebe verbas do Ministério da Saúde desde dezembro, o que desequilibra o orçamento no combate à pandemia. “Os recursos que tínhamos alocados para combater a covid-19, cerca de R$ 50 milhões, estão chegando ao final. Faz-se necessário um aporte do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde para ajudar. Temos feito esse trabalho para atender não só o munícipe, mas também de outras cidades. Começamos a ter uma preocupação em relação à questão financeira do município”, disse Mendanha, admitindo que, sem repasses, “a conta não vai fechar”.

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