Quarta, 28 de Julho de 2021
28 de Julho de 2021
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MDB, Republicanos e PSD na campanha de Caiado? Está cada vez mais possível

Três grandes partidos da oposição que hoje estão na oposição, além de parte da esquerda, caminham para se acertar com o governador e apoiar a reeleição

Helton Lenine

Com foco no combate à pandemia da covid-19, o governador Ronaldo Caiado (DEM) programou para janeiro as conversações para a composição da aliança com os partidos visando a sua reeleição em 2022.

Nos bastidores, o Diário de Aparecida apurou que três grandes partidos da oposição – MDB de Daniel Vilela, Republicanos de Rogério Cruz e PSD de Vilmar Rocha – deverão se sentar à mesa com Caiado para discutir apoio à recandidatura do democrata.

Há mais. Parte da esquerda deve também convergir com a chapa da reeleição liderada pelo DEM: o PSB, presidido em Goiás pelo deputado federal Elias Vaz e o PV, comandado por Cristiano Cunha, estão a caminho de ingressar na coligação governista em 2022.

Caiado, que já conta com o respaldo de 13 partidos, tem a possibilidade de agregar mais 8 legendas ao seu palanque na disputa por novo mandato ao governo de Goiás, o que fragiliza ainda mais a oposição – restrita assim a alguns partidos de esquerda, como o PT e PCdoB, e legendas de centro, como o PSDB, e à direita, como o PSL. Toda essa movimentação deverá resultar no fortalecimento da nova candidatura do atual governador e, mais ainda, na condição de favorito absoluto.

Daniel Vilela: conversa já está em andamento

Em conversas reservadas, o ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, tem dito que dificilmente concorrerá a governador ou a senador nas eleições de 2022 e desde já admite aliança com o DEM para apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado. O nome de Daniel é lembrado para uma eventual candidatura a vice-governador na chapa de Caiado. Em recente entrevista a O Popular, o emedebista fez questão de marcar posição: o MDB não tem interesse em uma aliança com o PSDB do ex-governador Marconi Perillo, por falta de identidade e também em razão dos desgastes sofridos pelos tucanos depois dos seguidos escândalos de corrupção nos seus governos. A candidatura mais factível, admitida por ora por Daniel, seria a de tentar retorno à Câmara Federal.

João Campos: tanto faz o Senado ou a Câmara

O Republicanos, agora fortalecido com a presença de Rogério Cruz na prefeitura de Goiânia, sonha em lançar o atual deputado federal João Campos, presidente estadual da legenda, na corrida ao Senado Federal em 2022, na chapa de Ronaldo Caiado. Mas o partido controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus – IURD também não descarta um arranjo com o DEM para garantir a volta de João Campos à Câmara Federal, mantendo o mesmo objetivo para o atual deputado estadual Jeferson Rodrigues, atendendo aos interesses do comando nacional em aumentar a sua representatividade no Congresso Nacional.

Vilmar Rocha: resiste, mas será atropelado

No PSD, o presidente estadual do partido e ex-deputado federal Vilmar Rocha tenta adiar o debate sobre as eleições de 2022, mas se depender do senador Vanderlan Cardoso e do deputado federal Francisco Jr, a legenda abandonaria imediatamente o palanque oposicionista em Goiás para cerrar fileiras em prol da reeleição de Caiado. O projeto desenhado por Vanderlan e Francisco Jr é lançar o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, goiano de Anápolis, ao Senado Federal, na chapa majoritária a ser encabeçada por Caiado. Vilmar resiste à aliança com o DEM caiadista, aparentemente preferindo coligação com o PSDB marconista. Será atropelado. 

Lissauer: possível vice na chapa da reeleição

O presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira, atua para levar o PSB para a coligação com o DEM de Ronaldo Caiado. Para isso, tenta convencer o deputado federal Elias Vaz, presidente estadual do PSB, sobre as vantagens de uma aliança com o DEM caiadista. Elias Vaz e Lissauer são candidatos à Câmara Federal em 2022. O nome de Lissauer é lembrado também como alternativa para uma vice de Caiado. Elias Vaz tem dito que um eventual afastamento do governador do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) facilitaria a aproximação do PSB com o DEM. A direção nacional do PSB, lembra Elias Vaz, veta qualquer apoio dos socialistas ao bolsonarismo. A aproximação PSB/DEM é mais uma derrota da esquerda goiana.

Cristiano Cunha: distanciamento do PV dos partidos de esquerda

O PV, presidido em Goiás por Cristiano Cunha, admite distanciamento com os partidos de esquerda, por razões de natureza ideológica. Assim, os verdes têm se aproximado do DEM e caminham para apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado. (HL)

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