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Mendanha assume: “Eu tenho afinidades e interesse comum com Marconi e Mabel”

Em recente manifestação sobre as suas divergências dentro do MDB sobre a aliança com o governador Ronaldo Caiado em 2022, o prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha disse que existem “afinidades” que o aproximam do ex-governador Marconi Perillo, mesmo sendo do PSDB – partido adversário dos emedebistas.

“O fato é que Marconi Perillo não quer Caiado, o Sandro Mabel não quer o Caiado e eu não quero o Caiado. Isso é o que nos une. É questão de interesse comum”, disse Mendanha, rasgando pela primeira vez a fantasia sobre as suas ligações com dois dos políticos mais desgastados dos últimos tempos em Goiás, que ele sempre negou.

O “não querer” Caiado começou quando o governador questionou a postura de Mendanha durante a pandemia. A situação crítica do município – que teve como consequência a família do prefeito toda contaminada, inclusive levando à morte do pai, o ex-deputado Leo Mendanha – agravou os atritos entre Caiado e o prefeito, que já vinham se aprofundando a partir do apoio do governador a uma adversária de Mendanha na eleição passada e da sua insatisfação com as operações da Polícia Civil que investigam corrupção na prefeitura de Aparecida.

Agora, segundo integrantes do MDB, Mendanha dialoga com tanto o grupo bolsonarista quanto com o que se organiza agora em torno de Lula, em Goiás. Ele terá que escolher como se posicionar, já que tanto o lulismo quanto o bolsonarismo têm seus riscos nas urnas. Outro grupo possível seria o PSB, que adota uma linha mais de “esquerda” e crítica com a postura do deputado federal Elias Vaz, que, ameaçado de não conseguir reeleição, tenta emplacar uma candidatura majoritária para puxar votos que acalentam seu sonho de se manter como deputado federal, em Brasília.

Mendanha sabe que virou “farinha” qualquer projeto para crescer como liderança estadual, superando as fronteiras paroquiais de Aparecida, fazendo oposição a Caiado: a maioria dos emedebistas não quer a sétima aventura eleitoral – o partido perdeu seis disputas seguidas para o Palácio das Esmeraldas. É por isso que, diante dessa constatação, o prefeito de Aparecida abriu diálogo com a oposição dita de centro-direita (PSDB, Patriota, Progressistas e PSL) e paradoxalmente com as esquerdas, envolvendo o PSB e o próprio PT. Uma salada ideológica difícil de explicar.

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