Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Mendanha chega a 4 anos e 8 meses na prefeitura sem obras para mostrar

Nem mesmo as promessas do 1º mandato, repetidas na campanha para o 2º, foram cumpridas até hoje

Nesta segunda-feira, 30, o bacharel em Educação Física Gustavo Mendanha completa 4 anos e 8 meses desde que assumiu a Prefeitura de Aparecida – sucedendo Maguito Vilela, um dos gestores que mais fizeram pelo município e seus moradores.

Maguito entregou a casa arrumada, com um quadro enxuto de secretarias, poucas e raras nomeações políticas e um volume histórico de obras, entre as quais o hospital municipal, os polos industriais e as avenidas do eixo estruturante Norte-Sul, que revolucionaram a mobilidade dos aparecidenses e ajudaram o processo de industrialização e a criação de empregos que dinamizaram a economia aparecidense.

Foi uma gestão de ouro, mas, para Mendanha, representou um problemão: criou-se uma referência de realizações para Aparecida, a que o novo prefeito não conseguiu corresponder. Eleito com os votos de Maguito, seu sucessor não deu sequência ao ritmo administrativo acelerado e produtivo que ele recebeu como legado.

Não surgiram novas obras. O número de secretarias quase dobrou, para atender ao maior loteamento partidário já visto em Goiás – hoje são 27 pastas, 26 das quais ocupadas por homens. As nomeações políticas, raras na época de Maguito, tornaram-se a regra: 21 presidentes de partidos e indicados de todos os 25 vereadores, além de ex-vereadores, suplentes e lideranças foram agasalhadas em cargos comissionados na prefeitura, onde simplesmente não há mesas para tanta gente trabalhar.

As promessas da 1ª e da 2ª campanhas, a maioria repetidas, não foram cumpridas. Não há nenhum programa social em andamento, nem mesmo o prometido Banco de Alimentos, que poderia amenizar a fome dos 40 mil aparecidenses que estão abaixo da linha de pobreza, conforme o CadÚnico do governo federal.

Com tudo isso, Mendanha transformou-se em um prefeito sem obras. Não há marcas para identificar a sua administração, a não ser as praças reformadas, que lhe valeram o apelido de ‘Gustavo A Praça é Nossa”, em razão da remodelação de quase 100 delas – que ele, o prefeito, sempre cita quando instado a falar das suas realizações.

Na semana passada, em entrevista à Rádio Sagres, Mendanha citou também a implantação de 11 frentes de pavimentação de ruas nos bairros, outro compromisso que ele fez para ganhar os seus dois mandatos. Só não contou que, na verdade, essas frentes são apenas três, movimentadas de um setor para outro para dar a impressão de que há muito serviço sendo tocado.

As máquinas entram, trabalham por alguns dias, e saem, deixando a pavimentação incompleta, deslocando-se para novas regiões e deixando um rastro de revolta e indignação entre os moradores, conforme o Diário de Aparecida já mostrou em inúmeras reportagens.

Faltam vagas nos Cmei’s para centenas de crianças, que as mães aparecidenses trabalhadoras não têm onde deixar quando saem para o trabalho, mas, mesmo assim, não há um único em construção – apesar das verbas federais captadas e destinadas a Aparecida pelos deputados federais Prof. Alcides e Glaustin da Fokus. Ao contrário, vários Cmei’s estão paralisados, com alicerces e paredes se deteriorando pela exposição ao tempo.

Mendanha propagandeia as avenidas do Eixo Leste-Oeste e há alguma coisa em andamento, sim, porém em ritmo lento. São seis, passando pelo mesmo sistema de rodízio de máquinas seguido no caso do asfaltamento nos bairros, com a mesma finalidade de criar um volume de máquinas e movimentação que não é verdadeiro.

E ponto final. Não há mais nada. Nem mesmo na área de atração de indústrias, que praticamente não exige gastos da prefeitura, a não ser a doação de áreas. No passado, prefeitos como Ademir Menezes e Maguito Vilela (e até José Macedo) foram gigantes nessa área, levando para Aparecida o parque industrial lá instalado e em plena atividade. Mendanha não fez nenhum acréscimo, a ponto de ser citado por um especialista no assunto, Glaustin da Fokus – que, além de parlamentar, é empresário no município –, como o prefeito que menos fez para a economia aparecidense.

 

AS PROMESSAS ESQUECIDAS DAS 1ª E 2ª CAMPANHAS

Hospital do Câncer
Gustavo Mendanha prometeu implantar em Aparecida uma unidade de tratamento especializado em oncologia, mas, até hoje, não deu um único passo para chegar a esse objetivo. Tem mais: pelo alto custo da obra e pela debilitada situação financeira da prefeitura, que deixou de receber repasses federais para a Saúde e carrega hoje o fardo de uma folha de pagamento inflada para atender a acordos políticos, dificilmente iniciará essa obra.

Bairros asfaltados
É a mesma promessa que foi feita na campanha para o 1º mandato e não cumprida. Nesses oito meses iniciais do 2º mandato, Gustavo Mendanha faz rodízio entre frentes de asfaltamento, a maioria em setores onde a pavimentação já havia sido iniciada e em seguida abandonada, caso da Vila Oliveira. A 600 metros da casa do prefeito, em um condomínio fechado em Aparecida, existem ruas com os moradores sofrendo na poeira e na lama, aguardando o benefício.
Banco de Alimentos
Infelizmente, há famílias passando fome em Aparecida. O CadÚnico, banco de dados do governo federal sobre pessoas em situação de vulnerabilidade, registra mais de 40 mil aparecidenses carentes. Gustavo Mendanha prometeu implantar uma estrutura para destinar cestas básicas em caráter permanente a quem precisa, mas até hoje o que fez foi doar demagogicamente um mês do seu salário para essa finalidade. Resultado: a fome voltou a Aparecida.

Secretaria de Segurança
Talvez a promessa que mais foi repisada na campanha. A pasta foi criada, mas não ganhou estrutura nem meios para ajudar a combater o crime em Aparecida, que continua por conta apenas das forças policiais do Estado. A secretaria, na prática, acabou servindo como cabide de empregos, para a distribuição de salários a apaniguados dos partidos políticos e dos vereadores.

Eixos Leste-Oeste
Na prática, significa a implantação de novas avenidas de pistas duplas para melhorar a ligação entre os setores mais movimentados da cidade e fazer a conexão com rodovias estaduais e federais e com Goiânia. Prefeitos como Maguito Vilela e Ademir Menezes foram produtivos nessa área. Mendanha, em ritmo lento, trabalha em dois eixos, sem prazo para conclusão.

Programas de emprego
O desemprego é alto em Aparecida, cuja economia foi abalada pela crise do novo coronavírus. Gustavo Mendanha prometeu um programa para reintegrar pessoas que foram demitidas ao mercado de trabalho, por enquanto inexistente. Com o impacto da pandemia, a massa trabalhadora sem colocação formal é cada vez maior, sendo estimada hoje entre 15% e 16% da mão de obra ativa, conforme estudos nacionais do IBGE.

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