Quinta, 15 de Abril de 2021
15 de Abril de 2021

Ministério Público de Goiás vai inspecionar locais de vacinação na capital

Vídeo que mostra profissional de saúde fazendo uma suposta aplicação em idosa de 88 anos, será periciado e partes envolvidas serão ouvidas

O caso da profissional de saúde que não aplicou a vacina contra a Covid-19 em uma idosa de 88, está sendo investigado agora pelo o Ministério Público de Goiás (MP-GO). A idosa, que estava acompanhada da filha, não recebeu o líquido do imunizante na primeira aplicação – de acordo com a filha dela. 

O vídeo que mostra a idosa tomando a vacina, começou a circular na internet e causou grande repercussão. A partir de agora, o Ministério Público vai ouvir todos os envolvidos no caso: a idosa, a filha dela, a enfermeira que aplicou o imunizante, a superintendente da Secretaria Municipal de Saúde e a coordenadora dos trabalhos do local da vacinação. 

Em entrevista coletiva por videoconferência, a titular da 87ª Promotoria de Justiça de Goiânia, Marlene Nunes Freitas Bueno, afirmou que o caso assustou. “Nós sabemos pelas imagens o que se passou, mas é importante os enfermeiros descreverem aquela sequência de conduta. Com isso, queremos saber se há algum registro na prática da enfermagem de situações com essa. Ou seja, de não injetar o líquido”, ressaltou. 

Providências 

O Ministério Público realizou diligências junto a superintendência da SMS, para que a profissional de saúde fosse afastada de suas atividades, com o intuito de dar mais tranquilidade à população e às investigações. A promotora enfatizou que as primeiras providências iniciadas já foram tomadas e havendo o surgimento de outros elementos, as investigações serão expandidas e aprofundadas. 

Para ela, nesse momento é muito importante o trabalho rápido, para que situações dessa natureza não venham se repetir. Nesse primeiro momento é necessário coletar provas. “Nessa oportunidade não podemos afirmar exatamente o que houve, dependemos de uma série de perguntas que estão no ar. E o inquérito nos dará essas respostas”, afirmou. Marlene Nunes. 

Segundo o Ministério Público, se a situação se confirmar para um agravante criminoso, o MP entrará com providências rápidas. A princípio, os locais de vacinação serão inspecionados; desde a chegada dos idosos até a chegada do imunizante. “Inspeção marcada para saber a conduta desses profissionais. Que tem que ser uma conduta padrão”, concluiu. A promotora disse ainda que esse é o primeiro caso registrado na capital goiana. 

Visita 

Em visita ao local de vacinação onde ocorreu o fato, a doutora Marlene Nunes, disse que, pode observar que existe um controle e uma vigilância em relação às vacinas disponíveis nesses locais de vacinação. E que o MP quer certificar se existe o mesmo padrão em outros pontos. Disse que o procedimento “padrão” pode melhorar. 

A promotora encerrou dizendo que, no momento, não há indícios de articulação ou organização criminosa e que nenhuma denúncia do tipo chegou junto à promotoria. O Ministério Público, segue com a segunda parte das investigações, para a conclusão do caso.

Da Redação

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