Sábado, 24 de Julho de 2021
24 de Julho de 2021
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Mulheres se tornam cada vez mais presente na crônica esportiva

Ambientes antes masculinos, vem ganhando o charme e sutileza feminina

Júnior Schumacher

No último dia 8 de março foi comemorado o dia internacional da mulher. Na história se identifica que a data foi criada em homenagem às mulheres que lutavam pelos seus direitos trabalhistas em uma fábrica têxtil no Estados Unidos, em retaliação a luta, foram queimadas vivas enquanto estavam trabalhando dentro da indústria.

Com o tributo instituído, cada vez mais as mulheres foram desbravando espaços antes inimagináveis. E a crônica esportiva é mais um nicho que as meninas começaram a se aventurar com uma frequência maior.

Na crônica esportiva brasileira, as pioneiras foram Semiramis Teixeira e Germana Garilli, que em 1963 embelezavam os campos do futebol brasileiro. Mas na nossa história recente, como não citar a jornalista Fátima Bernardes, que acompanhou de dentro do ônibus a festa da conquista do pentacampeonato brasileiro em 2002.

Há cerca de dois anos a representatividade feminina vem ganhando ainda mais espaço nas equipes esportivas nacionais. Ana Thaís Matos integra hoje o time de comentaristas de um dos principais canais especializados em esporte no Brasil, no mesmo veículo temos Nadine Bastos, a primeira comentarista mulher de arbitragem. E as novidades não param por aí. Em dezembro de 2020,  o mesmo canal contratou Renata Silveira, a primeira narradora mulher do Brasil. Ela estreou no último dia 10 de março, na transmissão do jogo entre Botafogo/RJ e Moto Club/MA, válido pela Copa do Brasil. No sábado, 20, ela mais uma vez entrou para a história ao narrar a partida feminina entre os times sub -20 de Internacional/RS e Fluminense/RJ. Renata Silveira foi a primeira mulher a narrar uma partida feminina.

Em âmbito local podemos destacar Eni Aquino, que começou a frequentar ambientes futebolísticos em Goiás no final da década de 90, em que ainda permeava em quase sua totalidade, os homens como representantes da crônica esportiva goiana. Hoje a parcela de mulheres na latinha (microfone) em Goiás ainda é pequena, mas bem mais significativa que em outrora.  

A equipe do Diário de Aparecida, foi atrás de uma representante da nova geração de jornalistas esportiva mulher para saber o que a inspirou para que enfrentasse o desafio. E chegamos em Dyéine Costa, jornalista de formação, que escolheu a área esportiva como campo de atuação.

Ao ser perguntada o que a seduziu a atuar na área, ela responde com bastante empolgação. “Sempre gostei muito de esporte, desde pequena acompanho futebol, Fórmula 1, vôlei,  basquete, entre outros. Na época da escola sempre participei de interclasses. E esse amor que sempre tive pelo esporte, fez com que eu despertasse interesse na área”, disse.

Mesmo em tempos que já é bastante habitual a presença de mulheres no meio, Dyéine, relatou já ter sofrido preconceitos. “Diversos! Infelizmente a mulher no meio esportivo ainda é um tabu que não foi quebrado totalmente. Mas acredito que já evoluímos e aos poucos isso vai mudar”, ressaltou. 

Para finalizar, a repórter esportiva, que atua há mais de três anos na área, incentivou as meninas que querem ingressar na área, mas ficam receosas. “Nada na vida é fácil, barreiras serão encontradas em qualquer profissão, e aqui não será diferente. Se o seu sonho é atuar na área esportiva, siga seu sonho, procure seu espaço, e não deixe que ninguém dite o que você deve ou não fazer. E lembre-se, lugar de mulher é onde ela quiser”, finalizou.

Foto: Wigor Vieira / Secom Aparecida

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