Política

Nilson Gomes desafia os pré-candidatos a rejeitar os fundos eleitoral e partidário

Jornalista combate “os milhões dos Fundões da Vergonha” e aposta que “nenhum concorrente aceita gastar no máximo R$ 50 mil” na campanha de prefeito

Os partidos ainda não decidiram oficialmente quem vão lançar e, até agosto com o fim das convenções, todos são pré-candidatos. Portanto, em tese, estão todos no mesmo nível, até porque agem sob as mesmas leis. Mas a igualdade para aí. “O que desnivela a campanha são os poderes, e não o Executivo ou Legislativo, mas o político e o econômico”, diz o jornalista e advogado Nilson Gomes, que pela primeira vez participa da corrida eleitoral.

Para reduzir as diferenças de oportunidades, Nilson Gomes, do Democratas, faz dois desafios aos demais pré-candidatos: rejeitar os fundos eleitoral e partidário, que ele chama de “Fundões da Vergonha”, e limitar os gastos da campanha de prefeito em Goiânia em R$ 50 mil, sem “fazer nenhum centavo de caixa 2”.

Nilson Gomes: pré-candidato a prefeito de Goiânia | Foto: Divulgação

O jornalista diz que “nenhum outro concorrente vai aceitar gastar 147 vezes menos que o permitido”, pois o limite em 2016 foi de R$ 7.388.009,02, sendo R$ 5,683 milhões no primeiro turno e R$ 1,704 no segundo.

Segundo Nilson Gomes, “nos R$ 50 mil precisam ser incluídos o gasto que a população tem com os partidos e os gabinetes, que não vou usar por princípio e por não tê-los, e todos com mandato vão usar e abusar, ilegalmente e absurdamente”.

Na conta do pré-candidato do DEM, “os assessores, os veículos, o combustível, o material gráfico, os cargos nas três esferas do Executivo, as emendas aos orçamentos, as verbas indenizatórias e outras mordomias são fatores a ser contabilizados” nos gastos de quem ocupa cargos eletivos durante o período de campanha.

Nilson Gomes se mostra indignado ainda mais com os fundos eleitoral (R$ 2 bilhões) e partidário (R$ 1 bilhão): “Todos os R$ 3 bilhões deveriam ser investidos na Saúde pública. No caso de 2020, no combate ao coronavírus”. Foi o que tentou o partido Novo na Câmara dos Deputados na semana passada. Sem sucesso.

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