Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Novo cálculo: menos de 21% dos aparecidenses receberam a imunização total contra a Covid-19

Embora a prefeitura da cidade invista em estratégias de marketing para promover suposto avanço, município segue em ritmo lento no processo de vacinação

Embora a Prefeitura de Aparecida promova constantes campanhas publicitárias para atrair os aparecidenses a se imunizarem contra a Covid-19, o ritmo de aplicação no município continua lento. Levantamento do Diário de Aparecida, baseado nos dados do Painel da Covid-19 do dia 23 de julho, último registro, mostra que apenas 20,89% da sociedade geral aparecidense recebeu as duas doses ou a dose única da vacina contra o novo Coronavírus. Foram 125.747 vacinas aplicadas.

Já a primeira dose dos imunizantes alcançou 51,93% dos habitantes da cidade, com 312.541 doses aplicadas. A reportagem utilizou as informações atualizadas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas na sexta-feira, 27, cuja estimativa populacional da cidade para 2021 foi de 601.844 habitantes. Até agora, o município aplicou, no total, 438.288 doses.

Vale lembrar que a maioria das vacinas utilizadas contra a Covid-19 usa duas doses para a imunização. CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer, vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), precisam das duas doses, em intervalos diferentes, para que o esquema vacinal seja completo. A única exceção, até o momento, é o imunizante desenvolvido pela Johnson&Johnson, Janssen, que utiliza apenas uma dose.

Goiás recebeu na última quinta-feira, 26, mais duas remessas de vacinas contra a Covid-19, que somam 247.360 doses. Assim, chegam 144.400 doses da CoronaVac e mais 102.960 vacinas da Pfizer. Elas serão utilizadas para 1ª dose e para reforço. A informação foi confirmada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) em seu Twitter.

Com a chegada de mais vacinas contra a Covid-19, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) pretende atingir a meta de imunizar, pelo menos com a primeira dose, toda a população maior de 18 anos até setembro. Além disso, o governo estadual iniciará na próxima semana a vacinação com a 3ª dose contra a Covid-19 em idosos. Dessa forma, os primeiros a receber a dose extra serão pessoas que vivem em asilos. Na sequência, o calendário será por ordem decrescente de idade.

Permanece em vigor a resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de Goiás, que destina as unidades recebidas, na sua totalidade, para vacinação contra Covid-19 por faixa etária, em ordem decrescente de idade. Os grupos prioritários, como idosos, trabalhadores da Saúde, Educação ou pessoas com comorbidades, que ainda não foram imunizados por algum motivo, terão prioridade independentemente da idade que estiver sendo atendida nos municípios.

Levantamento realizado pela SES-GO apurou que, referente à primeira dose, foram aplicadas 4.002.752 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 1.689.178 pessoas. Esses dados são preliminares e coletados no site Localiza SUS do Ministério da Saúde. Em relação às vacinas, o Estado de Goiás já recebeu 7.293.090 doses de imunizantes, sendo 2.302.440 da CoronaVac, 3.103.740 da AstraZeneca, 1.734.960 da Pfizer e 151.950 da Janssen.

 

Reforço

Uma nota conjunta da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) alerta para a necessidade de se tomar a segunda dose. Segundo o documento, quando o indivíduo não completa o ciclo vacinal, ou seja, não toma as duas doses recomendadas, não tem a imunização esperada e fica mais propenso à infecção.

Além disso, ainda há uma série de dúvidas quanto aos efeitos da vacina no que se refere à transmissão da doença. Estudos clínicos desenvolvidos em Israel e na Inglaterra sugerem que os imunizantes disponíveis hoje são capazes de evitar o desenvolvimento de casos graves da doença e os óbitos, mas, embora reduzam significativamente a transmissão, não são capazes de evitá-la.

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o médico pediatra Renato Kfouri, quem não conseguiu tomar a segunda dose no momento agendado deve tomar assim que possível. Kfouri frisou ainda que nenhuma dose é perdida. “Nestes casos, onde o atraso ocorreu, essa vacinação deve acontecer o mais rápido possível, para que esse esquema seja finalizado o quanto antes. Não há nenhuma informação de que doses aplicadas e que eventualmente não completadas sejam perdidas, muito pelo contrário, o que as vacinas nos ensinam ao longo de décadas de sua utilização é que nenhuma dose é perdida, o esquema começado só deverá ser completado, jamais reiniciado”, frisa o médico à Agência Brasil. (Eduardo Marques / jornalismo@diariodeaparecida.com)

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