Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Operação da Polícia Federal combate corrupção e lavagem de dinheiro de servidores públicos federais

Funcionários do Ministério da Agricultura de Goiás recebiam propina para não realizar fiscalização

Visando combater o recebimento ilícito de valores por parte de servidores públicos federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Polícia Federal em Goiás deflagrou ontem, 19, a Operação A Posteriori , que envolveu em torno de 12 policiais federais que cumpriram dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 11ª Vara Federal Criminal, nas cidades de Goiânia e Palmeiras de Goiás. A investigação comprovou que os servidores públicos federais do Mapa recebiam valores exorbitantes para não fiscalizar o processamento de produtos de origem animal.

No comando da operação, o delegado de Polícia Federal Rafael Valadares disse ao Diário de Aparecida que a investigação teve início em julho de 2018, por meio de denúncia encaminhada ao Mapa. “A denúncia noticiava suposta atividade criminosa envolvendo servidores públicos agropecuários e um frigorífico da cidade de Palmeiras de Goiás. Nesse caso, as investigações apuraram que os auditores fiscais emitiam certificados sanitários “a posteriori” (razão do nome da operação), com data retroativa, sugerindo a falta de fiscalização ‘in loco’ dos produtos de origem animal comercializados”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, um levantamento apontou para uma evolução patrimonial supostamente incompatível com os rendimentos do servidor público do Mapa, com a possível simulação de resultados para justificar os acréscimos da variação patrimonial. Também foram constatados depósitos mensais suspeitos, que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil, entre os anos de 2018 e 2019.

“Esses valores representaram quase 50% da remuneração do cargo de Auditor Agropecuário do Mapa para o período. Todos os envolvidos irão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, podendo pegar mais de dez anos de prisão”, concluiu Rafael Valadares. Ainda segundo a Polícia Federal, um dos investigados, ao chegar no frigorífico e perceber que havia equipe policial na empresa, apagou mensagens de WhatsApp e abandonou o seu aparelho celular.

 

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