Segunda, 20 de Setembro de 2021
20 de Setembro de 2021
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Oposição a Caiado definha ao se sustentar em apenas três nomes de expressão reduzida

Governador navega em céu de brigadeiro, sem adversários de peso e contando com o respaldo da maioria da classe política e dos segmentos sociais

Após dois anos e meio à frente do governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) voa em céu de brigadeiro: a oposição dita radical se resume a três políticos sem força ou expressividade no cenário estadual: o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), e o deputado estadual Delegado Humberto Teófilo (PSL).

Com altos índices de aprovação junto à população goiana, o Governo Caiado recebe respaldo significativo de segmentos mobilizadores da sociedade: funcionalismo público, empresariado, profissionais liberais, trabalhadores e, principalmente, gente do povo.

Caiado segue respaldado pelos três senadores goianos – Jorge Kajuru (Cidadania), Vanderlan Cardoso (PSD) e Luiz do Carmo (MDB) –, por 90% das bancadas federal e estadual, além de 80% dos prefeitos e vereadores do Estado.

Veja quem são os poucos que tentam atrapalhar o governador

Marconi, o sem rumo
Desde que perdeu a disputa ao Senado da República, em 2018, Marconi Perillo não consegue recuperar prestígio eleitoral entre os goianos. Chegou até a se mudar de Goiás para São Paulo, de onde atuou para se defender dos processos formulados contra ele pelo Ministério Público, com questionamentos sobre improbidade administrativa. O fracasso eleitoral do PSDB nas eleições do ano passado – o partido elegeu apenas 20 prefeitos, de um universo de 246 municípios – também contribuiu para a não recuperação da imagem e do prestígio político de Perillo. Agora, o TRE confirmou condenação por uso de caixa 2 na campanha eleitoral de 2006. Como já se passaram 14 anos, a punibilidade foi prescrita, mas o desgaste político perdura. Perillo não sabe o que fazer em relação às eleições de 2022: se concorre a um mandato de deputado federal ou se enfrenta as urnas na corrida ao governo de Goiás apenas para fixar posição. O tucano sabe que os ventos de 1998, quando, aos 33 anos, surpreendeu o veterano Iris Rezende, não sopram mais.

Mendanha, o “judas”
O segundo adversário político do Palácio das Esmeraldas é o prefeito Gustavo Mendanha, de Aparecida de Goiânia, que manifesta ressentimento com o governador Ronaldo Caiado desde a campanha eleitoral do ano que passou, quando concorreu à reeleição. Mendanha ensaia colocar seu nome no tabuleiro da sucessão estadual, mas sabe que a maioria esmagadora do MDB não quer candidatura própria, preferindo seguir o líder Daniel Vilela, que defende aliança com o DEM, em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado. O prefeito de Aparecida de Goiânia faz rastro de onça ao abrir diálogo com os partidos de oposição, pois todo mundo sabe que o emedebista não terá coragem suficiente para renunciar ao mandato, em abril do ano que vem, para mergulhar em uma aventura eleitoral. Se persistir no projeto oposicionista, Mendanha corre o risco de manchar seu currículo ao trair a memória de seu mentor político, o ex-prefeito Maguito Vilela, e também ao seu aliado de todas as horas, o ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, e entrar para a história como “judas”.

Teófilo, o baixo clero
No início do mandato, em 2019, o deputado Delegado Humberto Teófilo integrava a base de apoio ao Governo Caiado na Assembleia Legislativa, mas, com o passar do tempo, aderiu à oposição, por divergir de projetos encaminhados pelo Palácio das Esmeraldas relativos ao funcionalismo público e pelo estilo de fazer política de olho no marketing. Hoje militando no baixo clero, Humberto Teófilo é o único radical entre os nove deputados que fazem oposição ao governo, com críticas sistemáticas a qualquer iniciativa da administração estadual.

 

 

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