D4Goiás

Partidos convergem para Caiado e só disputam a vaga ao Senado

Mais de 15 partidos manifestam interesse em apoiar a reeleição do governador Ronaldo Caiado (DEM), mas a disputa é acirrada apenas para a única vaga de senador da República que estará disponível em 2022.
O DEM, sob o comando de Caiado, sabe que terá de abrir mão das vagas de senador e vice-governador visando a ampliar a coligação ao pleito do ano que vem.
Uma chapa que é debatida entre os dirigentes partidários seria Caiado como candidato a governador, Daniel Vilela (MDB) a vice-governador e Henrique Meirelles (PSD) a senador.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD) defende a presença de seu partido na coligação com o DEM, tendo Caiado e Meirelles juntos. O presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, acha que esse debate deveria ocorrer somente a partir de janeiro. O deputado federal Francisco Jr é favorável à candidatura de Henrique Meirelles ao Senado.
Outra vertente partidária envolve o Republicanos do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, e do deputado federal João Campos, que é presidente da legenda em Goiás. A chapa teria Caiado como candidato a governador e João Campos candidato a senador. O cargo de vice-governador poderia ser ocupado pelo PSD de Vilmar Rocha ou pelo MDB de Daniel Vilela.
Ronaldo Caiado evita antecipar o debate sobre a escolha de candidatos majoritários e coligações partidárias às eleições do ano que vem, alegando que o foco, agora, é o combate à pandemia, mas as legendas já se manifestam favoráveis desde já à reeleição do governador.
“Cargo majoritário [presidente da República, governador e prefeito] deve ser disputado por quem tem densidade eleitoral. Até as convenções, ano que vem, vamos avaliar o cenário eleitoral de Goiás”, afirmou Caiado, esta semana, em entrevista em Senador Canedo.
A convergência de vários partidos em torno do nome de Caiado para o governo de Goiás ocorre em razão do desempenho do governador à frente da gestão nesses dois anos e quatro meses de mandato. As pesquisas realizadas pelos institutos Grupom, Fortiori, Paraná, Diagnóstico e Directa apontam elevados índices de aprovação do governo, levando à conclusão de que a eleição tende a favorecer o atual inquilino do Palácio das Esmeraldas.
Caiado já conta com o apoio de 12 partidos e está conversando com mais dez para construir uma ampla e sólida coligação, com tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão suficiente para permitir que possa debater e apresentar o resultado de seu trabalho administrativo em quatro anos e também seus projetos para o segundo mandato à frente do Palácio das Esmeraldas.

Fragilizada, para a oposição só restam Marconi ou Darrot

O ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, já avisou: está fora da disputa sucessória estadual. Daniel poderá concorrer novamente à Câmara Federal, enquanto, por outro lado, protagoniza um processo de aproximação do MDB com o DEM caiadista.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD), que já concorreu duas vezes ao governo do Estado – 2010 e 2014, sem sucesso nas urnas – e duas vezes à Prefeitura de Goiânia – 2016 e 2020 –, também faz questão de deixar claro que não vai postular o governo do Estado e antecipou apoio à reeleição de Caiado.
O empresário e ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot parece disposto a ir para o sacrifício eleitoral ano que vem na corrida à sucessão estadual. Ele renunciou à presidência do PSDB de Goiás, ingressou no Patriota e propaga que é pré-candidato a governador. É uma aventura que, até agora, não tem apoiadores de expressão, a não ser o presidente estadual do seu novo partido, o Avante, Jorcelino Braga.
Desgastado desde que ficou em quinto lugar na disputa pelo Senado, em 2018, quando duas vagas estavam disponíveis, Marconi Perillo tem se movimentado como pré-candidato à Câmara Federal. Mas, em conversas recentes com aliados, Perillo passou a admitir a hipótese de enfrentar as urnas na disputa pelo governo de Goiás.
Assim, a oposição goiana centro-direita está restrita a dois nomes: Jânio Darrot e Marconi Perillo, nenhum em condições de fazer qualquer sombra para a reeleição de Caiado. Já a esquerda, representada principalmente pelo PT, também não mostra possibilidades de sucesso para tentar a corrida ao Palácio das Esmeraldas. Sem densidade eleitoral em Goiás, o PT sempre lança candidato a governador e a senador, mas nunca logrou êxito, nas urnas, desde a volta das eleições diretas, em 1982, após o regime militar de 1964.
O PSol deve apresentar novamente o professor Weslei Garcia como candidato a governador, bom para alfinetar os adversários em debates no rádio e na televisão, mas, na prática, sem nenhuma expressividade eleitoral, como aconteceu na eleição passada. (H.L.)

Você pode se interessar:

Comments are closed.

Mais em:D4