Quinta, 05 de Agosto de 2021
05 de Agosto de 2021
Publicidade

Pequenos comerciantes cobram respostas das secretarias municipais de Finanças e Desenvolvimento Econômico

Desesperados, donos de lojas regionais clamam por soluções aos secretários responsáveis por amenizarem a crise econômica que está se instalando na Região Leste de Aparecida

Ana Paula Arantes

Pequenos comerciantes da Região Leste de Aparecida, entre eles, donos de papelarias, salão de beleza, boates, ferragistas, lojas de celular, distribuidoras, entre outros, estão clamando mais uma vez aos secretários municipais de Finanças, André Rosa, e Desenvolvimento Econômico, Marlúcio Pereira, por uma manifestação que apresente solução. Pedem aos comandantes das pastas que se sensibilizem com as perdas de empregos e redução de ganhos que estão abatendo sobre os todos os comerciantes.

A redação do Diário de Aparecida recebeu dezenas de mensagens de comerciantes desesperados com impostos e encargos para pagar, porém, se vêem cativos no decreto municipal que adotou as macrozonas, o que diminuiu drasticamente suas receitas, até zerando de alguns. Há entre os reclamantes, comerciantes que estão sem o alimento diário por conta da crise e imploram para abrir suas lojas e conseguir pagar seus impostos.

A prefeitura publicou no Diário Oficial Eletrônico, na sexta-feira, 9 a  Portaria nº 022/2021, liberando  o novo escalonamento regional com cenário amarelo [risco moderado]. Cada macrozona deverá fechar um dia da semana e a cidade inteira deverá fechar aos domingos a partir de segunda-feira, 12. Antes da divulgação do novo decreto, os reclamantes disseram que possuem condições de cumprirem as exigências sanitárias impostas e pedem restrições mais brandas. 

Com os estabelecimentos fechados devido ao escalonamento, comerciantes pedem redução da tributação

“Pedimos redução dos tributos ou pelo amor de Deus, nos deixe trabalhar. Fico chateado por ver o corte da minha internet e  telefone sendo cortados e meu aluguel vencendo e sem entradas no caixa”, disse o dono de uma boate na Região Leste. 

“Como pago os impostos se meu salão de beleza está fechado exatamente nos dias que tenho mais serviços, quinta, sexta e sábado e agora domingo? O ano passado ficamos cinco meses fechados, retornando em 9 de setembro (2020). Como faço para pagar aluguel, luz e água?”, indagou a proprietária, pedindo para não se identificar. 

“Vivemos de um pequeno comércio. Minha sorte é que tenho um pequeno imóvel de alugado, o que deu para pagar meu IPTU, mas os outros impostos não param de chegar. Com o comércio fechado, pagaremos os encargos? Que as autoridades saibam que nós comerciantes não somos espalhadores do coronavírus. Interessamos em trabalhar, por isso, estamos preparados para cumprir os critérios de higiene. Não vemos nenhuma manifestação da prefeitura que favoreça os pequenos comerciantes. Nunca vivemos uma fase tão cruel!” , exclamou, o dono de uma papelaria no Jardim Olímpico. 

Prefeitura

Ao DA, o secretário do Desenvolvimento Econômico Marlúcio Pereira disse que está aberto ao diálogo com todos os comerciantes. “Nunca fui procurado por nenhuma comissão e empresário. Se quiserem marcar uma reunião, na próxima semana, estou de portas abertas para recebê-los. Esses problemas não devem ser discutidos em redes sociais e sim em reuniões para encontrarmos soluções conjuntas. Na segunda-feira, 12, é um dia propício para atender todos na secretaria”, dispôs o secretário.

Até o fechamento desta matéria, a resposta do secretário municipal de Finanças, André Rosa, aos questionamentos do Diário de Aparecida, solicitada por nossa reportagem por meio da Secretaria de Comunicação de Aparecida, não nos foi enviada. O espaço permanece aberto para manifestação. (A.P.A.)

Foto: Divulgação

Compartilhe este post: