Quinta, 05 de Agosto de 2021
05 de Agosto de 2021
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Polícia Civil conclui inquérito que apurou a discussão e morte de guarda civil metropolitano

PC-GO descartou a hipótese de troca de tiros entre o policial e a vítima, que morreu em uma distribuidora de bebidas

No dia do crime, 29 de janeiro deste ano, a suspeita era de que o policial civil aposentado Jet Jackson Rodrigues de Sousa teria atirado no guarda civil metropolitano Jhonathan Pedro de Oliveira, em uma distribuidora de bebidas no Residencial Recanto do Bosque, em Goiânia. Na época do crime, havia suspeitas de que os dois [policial e GCM] teriam trocado tiros entre si, o que ficou descartado com a conclusão do inquérito policial. Após as investigações, a Polícia Civil de Goiás concluiu que o policial também foi vítima de disparos de um terceiro. Jhonathan (GCM) chegou a ser internado em uma unidade de saúde, mas faleceu dias depois.
A titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), Caroline Paim, explicou que há uma terceira pessoa envolvida no crime. “Segundo relatos de testemunhas, o policial civil era frequentador assíduo do local, muito conhecido e querido naquela localidade. Diferente do guarda civil, que, segundo as testemunhas, causava transtornos para as pessoas que frequentavam aquele local. Inclusive, confrontando algumas pessoas que portavam arma de fogo”, ressaltou.

O dia do crime
De acordo com relatos das testemunhas, Jhonathan (GCM) teria iniciado uma discussão com o policial Jet Jackson, após intensas provocações por parte do guarda civil. Uma terceira pessoa, Joel Ferreira, teria sido chamada para acalmar os ânimos. Porém, Joel, que estava armado, fez vários disparos ao chegar no local, na tentativa de intimidar Jhonathan (GCM). Foi quando se iniciou uma troca de tiros e os dois foram atingidos, assim como o policial civil aposentado, que pedia para que os confrontadores se acalmassem.
“Os três envolvidos foram encaminhados a uma unidade de saúde e, dias depois, Jhonathan faleceu. Jet Jackson recebeu alta médica, bem como Joel Ferreira, que permaneceu 45 dias internado, sendo 15 deles em coma”, afirmou a delegada. Paim ressaltou que o policial civil, mesmo antes de se aposentar, não portava arma de fogo em razão de ter um filho esquizofrênico, o que poderia causar um acidente.

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