Terça, 20 de Abril de 2021
20 de Abril de 2021
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Prefeito ignora estadualização de hospital em publicação

Sem reconhecer iniciativa do Estado, prefeito Major Eldecirio assume paternidade de hospital.

Da Redação

Mesmo após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estadualizar o Hospital Doutor Geraldo Landó através da Lei nº 20.769/20, o prefeito Major Eldecirio tem considerado a unidade como uma iniciativa exclusivamente municipal.

Em uma publicação realizada no sábado, em sua rede social no Instagram, ele omite a estadualização e apenas cita a inauguração de uma unidade de terapia intensiva. “Mais um Sonho realizado, as obras da UTI já foram finalizadas, será a primeira UTI da região, agora aguardamos os equipamentos chegarem para colocarmos a disposição de toda população. Imensamente grato a Deus, pois sabemos a importância pra precisa. Só quem já precisou sabe o que é…”.

Mesmo com erros de português e confuso, o texto não dá margem para dúvidas: agradece a Deus, diz que “colocará a disposição” equipamentos e ignora a estadualização – o verdadeiro fato novo na saúde municipal.
A ação do Governo de Goiás deve ser explicada: significa que o Estado assume toda a responsabilidade da unidade. Ou seja, sua funcionalidade foi operacionalizada com recursos estaduais.

Um internauta disse que a publicação de Eldeciro é “cabotina’ e contraproducente, já que pode inviabilizar outras parcerias: “Tá na cara que o prefeito quer aparecer às custas de outro. Mas como diz o padre: a verdade nos libertará”.

Hospital de São Luís

O Hospital Dr. Geraldo Landó, no município de São Luís de Montes Belos, foi estadualizado pelo governador Ronaldo Caiado por meio da Lei nº 20.769, de 16 de abril de 2020. Assim, a gestão da unidade passa a ser realizada pelo Estado de Goiás.

Por meio da Portaria de 28 de abril de 2020, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás definiu que no Hospital de São Luís de Montes Belos será implantado um Hospital de Campanha para atendimento de casos de coronavírus e/ou síndromes respiratórias agudas que necessitem de internação;

Após a pandemia de Covid-19, a unidade continuará servindo a população como uma unidade de caráter regional.

Estrutura

A previsão é que a unidade conte com 50 leitos, sendo que 10 destes serão Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Essas UTIs serão as primeiras da rede pública nas regiões Oeste I e II de Goiás, que abrangem 29 municípios. O local também deve ter aparelho de tomografia.

O local será gerenciado por Organização Social (OS) e a SES-GO já está realizando os trâmites necessários para definir qual OS irá assumir a unidade.

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