Cultura

Prefeitura apoia performance em solidariedade à mulheres afegãs

O artista goiano Siron Franco, em parceria com a Prefeitura de Goiânia, realizou na manhã desta terça-feira (24/8), uma performance artística em defesa das mulheres afegãs. A intervenção contou com um grupo de 33 mulheres. Articulada com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, a atividade buscou atender ao chamado da cineasta, Sahraa Karimi, que solicitou apoio a comunidade mundial para denunciar violações de direitos praticados pelo Talibã.

Sahraa Karimi é a primeira mulher a ter um PHD em cinema no Afeganistão e ocupar cargo de direção da Afghan Film Organisation, única empresa cinematográfica estatal no Afeganistão, fundada em 1968.

O período em que o Talibã tomou o poder do Afeganistão foi marcado por uma intensa repressão às mulheres do país. Além de serem submetidas a regras rígidas, muitas vezes eram alvo de estupros e outros tipos de abuso. Com a retomada do poder do Talibã em 2021, retorna a preocupação com as mulheres do país.

Após a tomada da capital, Cabul, imagens de caos e desespero no Afeganistão têm ocupado os noticiários do mundo. Com a retirada das tropas estadunidenses, o exército do Talibã derrotou a segurança nacional afegã, levando inclusive à fuga do presidente Ashraf Ghani.

O Talibã segue uma versão distorcida da Sharia, lei islâmica, para perseguir mulheres. A regra mais conhecida é a obrigatoriedade do uso da burca ou similares. O grupo extremista utiliza-se de uma interpretação errônea da religião para propagar o terror. Viralizou na internet um vídeo de uma mulher que é assassinada em praça pública por não estar com a burqa tampando o rosto. Neste contexto, as meninas também estão sendo obrigadas a abandonarem as escolas.

“Siron Franco, um artista que tem como fator fundamental de suas obras o respeito a todas as pessoas, se dedicou a pensar em uma intervenção que colocasse no centro do debate a importância da solidariedade internacional e do cuidado das meninas e mulheres afegãs”, explicou a Secretária de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, Cristina Lopes.

 

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