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Prefeitura divulga dados de nove praças em construção, mas cinco estão paralisadas

A administração do prefeito Gustavo Mendanha sofre a cada dia novos arranhões. Uma das promessas da campanha eleitoral de Mendanha na disputa à reeleição era a construção de 100 praças para os cidadãos aparecidenses, mas vem deixando a desejar. Na última quinta-feira,9, foi divulgado um levantamento da construção de nove praças que fazem parte desse projeto e estão em andamento no município. Nele estava descrita a evolução de cada obra, baseando-se em porcentagens.
Segundo a estatística, a praça do Setor Santo André estaria com 89,20% de suas obras concluídas e a praça do Conjunto Estrela do Sul, com 83,5%. Já a praça do Jardim Tiradentes estaria com 60%; a praça do Setor Alto Paraíso, 43,20%; e no Setor Colina Azul, com 20,5% de obras concluídas. No Setor Aparecida Park, a praça estaria prevista para ser inaugurada nos próximos dias, enquanto a praça do Marista Sul e Jardim dos Buritis estariam prontas e aguardando a liberação da Caixa Econômica Federal para serem inauguradas.
A reportagem do Diário de Aparecida visitou cada uma das nove praças citadas para verificar em que patamar realmente se encontra a evolução dessas obras no momento. Primeiramente foi constatado que nenhuma das porcentagens calculadas pela prefeitura condiz com a realidade das mesmas. Nossa equipe de reportagem também verificou que, das nove praças, somente em duas haviam funcionários da prefeitura trabalhando, cinco estão com suas obras totalmente paradas e apenas duas tiveram suas obras concluídas.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SDU) informou, por meio de nota enviada ao DA, que a Praça da Juventude, no Setor Garavelo, precisou ter obras suspensas por um período para que as empresas de esgoto, rede elétrica de alta tensão e rede de fibra óptica realizassem os serviços necessários no local. Sobre as demais praças, a secretaria informa que na do Colina Azul, os serviços foram paralisados momentaneamente devido a atraso no repasse dos recursos do governo federal, mas que, com o envio dos recursos no final da semana passada, as obras serão retomadas esta semana e a previsão é de entrega em novembro deste ano.
O mesmo ocorreu com a praça do Jardim Alto Paraíso, que teve atraso no repasse dos recursos, mas que foram enviados na última semana e a obra já foi retomada, com previsão de entrega também em novembro. A praça do Setor Santo André aguarda apenas a entrega dos equipamentos da academia aberta para conclusão dos trabalhos e entrega para a população. Por fim, a praça do Conjunto Estrela do Sul, que terá 9 mil m2 de área, aguarda a liberação dos recursos repassados pelo governo federal para que os serviços sejam retomados.

 

Moradores denunciam praças abandonadas e pedem anonimato por medo de retaliação

A estudante Janine Ariane Silva, que reside há três meses no Conjunto Estrela do Sul, conta que nunca viu um funcionário da prefeitura trabalhar na praça. “Falta dar continuidade à obra. Aqui não têm bancos, mesas. Falta iluminação; colocaram os postes, mas não puseram as lâmpadas.” Já no Setor Colina Azul, o morador Carlos Emi de Oliveira afirma que há quase 1 ano as obras estão paradas. “Desde que começaram, a única coisa que fizeram foram este campo de futebol e estas arquibancadas”, denuncia.
No Jardim Tiradentes, o morador Kleiton César Soares disse que as obras na praça começaram umas duas vezes e pararam. “O pessoal daqui fez um abaixo-assinado para terminar isso aqui, porque é muito perigoso, mas nunca passou deste campo de futebol. Eles começam e param de novo.” Segundo o morador Claicier Silva de Jesus, a praça do Setor Santo André já está há quase 1 ano em construção. “Já faz uns dois meses que está tudo parado. Só fizeram os bancos e a iluminação”, destacou.
Já o senhor Antônio José de Oliveira se diz revoltado com o vice-prefeito da cidade. Segundo ele, Vilmar Mariano possui residência no Setor Alto Paraíso e nunca fez nada pelo bairro. O morador ainda quis saber onde foram investidos os R$ 371.901 milhões declarados na construção da praça, que já está há quase 1 ano em construção. “Gastaram todo esse dinheiro para construir esses quatro bancos e levantar essa poeira aqui. Estava tudo parado, agora, depois que a reportagem veio aqui, eles mandaram dois funcionários para trabalhar na obra. Está um descaso isso aqui”, desabafou o aposentado. No momento em que a equipe de reportagem do Diário de Aparecida estava no local, não havia nenhum funcionário da prefeitura trabalhando.

 

Garavelo: camelôs são ameaçados de expulsão da Praça da Juventude, mesmo em construção

A Praça da Juventude, no Setor Garavelo, contava com cinco funcionários da prefeitura trabalhando e suas obras se encontram em estágios finais, para desespero dos camelôs que, desde a época do antigo Cais Garavelo, possuem seus pequenos comércios ao redor da praça. Segundo relataram ao Diário de Aparecida, eles já foram notificados de que terão que deixar o local. “Veio uma mulher aqui da prefeitura e disse que a gente por enquanto só poderia usar 20 metros aqui da praça, onde ainda não está sendo construída. E quando terminar tudo, vamos ter que sair daqui”, explica Edson Alves da Silva, dono de uma barraca de comida.
O comerciante Valdemir Ferreira Martins conta que já foi notificado de que terá que abandonar o local com a conclusão da praça e se diz preocupado com a situação, pois não sabe para onde irá. Ele conta que a prefeitura prometeu que eles serão remanejados para uma nova área. “Quando a mulher da secretaria veio aqui, ela falou que a prefeitura vai arrumar outro lugar pra gente trabalhar, mas depois disso não falaram mais nada pra gente. A única coisa que sabemos é que teremos que sair daqui”, desabafa o comerciante.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano afirmou em nota que, em relação aos ambulantes que cerceiam a Praça da Juventude, no Setor Garavelo, a Secretaria de Regulação Urbana fará a avaliação necessária para solução do espaço para atendimento dos comerciantes. (Por Suely Carvalho / jornalismo@diariodeaparecida.com )

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